23 ações caíram mais de 20% após o último recorde do Ibovespa; veja lista

Papeis ligados à economia doméstica e small caps lideram as baixas, com perdas de até 51%.

Publicado em 25/05/2026 às 14:22h Publicado em 25/05/2026 às 14:22h por Marina Barbosa
Baixa ocorre em meio às mudanças do cenário político e econômico (Imagem: Shutterstock)
Baixa ocorre em meio às mudanças do cenário político e econômico (Imagem: Shutterstock)
O mercado de ações perdeu fôlego no Brasil nas últimas semanas, em meio à persistência da guerra no Oriente Médio e a disputa eleitoral brasileira.
📉 Com isso, o Ibovespa foi se distanciando da tão sonhada marca dos 200 mil pontos e algumas ações brasileiras entraram no ritmo de correção, acumulando quedas históricas.
O Ibovespa cai mais de 11% desde o pico dos 198.657 pontos, registrado no pregão de 14 de abril. O tombo, porém, é até pequeno se comparado ao de muitas das ações listadas na B3.
De acordo com levantamento da Elos Ayta Consultoria, 23 ações caíram mais de 20% desde o último recorde do Ibovespa.

Ações domésticas puxam perdas

🔎 A fila é puxada pela Casas Bahia (BHIA3), que derreteu 51,8% nesse período, e também conta com nomes como Magazine Luiza (MGLU3), Pague Menos (PGMN3), Cogna (COGN3), Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3).
Ou seja, boa parte das perdas foi sofrida por ações mais sensíveis ao ciclo doméstico. Afinal, as perspectivas para a economia brasileira mudaram drasticamente nas últimas semanas.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando os preços do petróleo e dos fertilizantes, a inflação voltou a subir e as apostas de cortes de juros diminuíram no Brasil.
Por isso, o mercado já projeta uma inflação superior a 5% em 2026 e acredita que a Selic só vai cair até 13,25% neste ano, segundo o Boletim Focus.
Resultado: as ações sensíveis aos juros, como as das varejistas e construtoras, passaram a enfrentar ventos adversos na Bolsa.

Small caps também sofrem

💲 As small caps também vêm sofrendo na B3, dada a sua menor liquidez, segundo o levantamento da Elos Ayta Consultoria.
A lista das maiores baixas ainda conta com casos específicos, como o da MBRF (MBRF3), que afundou na Bolsa depois que o fundo saudita Salic reduziu a sua fatia na empresa, e o da Cosan (CSAN3), que busca uma forma de reduzir sua dívida e sofreu um prejuízo bilionário no primeiro trimestre de 2026.
"A correção recente foi ampla, mas especialmente severa em small caps e setores mais cíclicos, indicando aumento relevante da aversão a risco na bolsa brasileira", afirmou o CEO da Elos Ayta Consultoria, Einar Rivero.
Segundo ele, esse movimento mostra que o investidor passou a reduzir exposição em ativos mais dependentes da economia doméstica e de liquidez mais restrita, para concentrar posições em empresas consideradas mais defensivas ou de maior previsibilidade operacional.

Veja as 23 ações que caíram mais de 20% desde o pico do Ibovespa: