XP lista as 10 ações menos endividadas da B3 para apostar com os juros altos

Para a XP, os calotes recentes acenderam um alerta sobre a saúde e a resistência das empresas brasileiras após anos de juros altos.

Publicado em 21/06/2026 às 19:07h Publicado em 21/06/2026 às 19:07h por Matheus Silva
A XP reiterou a preferência por empresas de alta qualidade e baixa alavancagem (Imagem: Shutterstock)
A XP reiterou a preferência por empresas de alta qualidade e baixa alavancagem (Imagem: Shutterstock)
🚀 Diante dos recentes eventos de crédito no Brasil, que levantaram questionamentos sobre a resiliência dos balanços corporativos após vários anos de juros elevados, as preocupações com a saúde financeira das empresas brasileiras aumentaram, avalia a XP Investimentos.
A corretora também considera que a perspectiva para os próximos meses tornou-se menos favorável, já que um cenário de Selic elevada por mais tempo passou a ser mais provável após a alta recente das expectativas de inflação e juros.
Em análise das 140 companhias cobertas pela corretora na B3, as métricas permanecem saudáveis e amplamente em linha com as médias históricas, tanto no nível consolidado quanto setorial, embora com algumas exceções. 
As estimativas dos analistas da XP não apontam para deterioração material da alavancagem financeira em 2026 ou 2027.
"Embora os indicadores setoriais permaneçam, em geral, confortáveis, a dispersão dentro dos setores é relevante em segmentos como agro, alimentos e bebidas, óleo e gás e utilidade pública", afirma a corretora.
Com base nos dados das empresas da B3, a XP elaborou dois filtros. O primeiro é um score de saúde financeira, que combina indicadores de alavancagem, cobertura e liquidez. 
O segundo é um score de vulnerabilidade ao cenário de juros mais altos por mais tempo, que combina a pontuação de saúde financeira com a sensibilidade do retorno das ações às taxas de juros.

XP reitera preferência por nomes de alta qualidade

A XP reitera a preferência por empresas de alta qualidade e baixa alavancagem na B3 (B3SA3), considerando a expectativa de uma Selic mais restritiva após a abertura significativa da curva dos DIs, também conhecidos como juros futuros, nas últimas semanas. Nesse cenário, Porto Seguro (PSSA3), Cury (CURY3), Allos (ALOS3), WEG (WEGE3) e Ambev (ABEV3) aparecem entre as companhias com menor alavancagem.
📊 Veja o ranking das empresas menos endividadas da B3, segundo a XP:
Empresa Ticker Score do fator
Porto Seguro PSSA3 99,6
Ferbasa FESA4 99,6
Grendene GRND3 98,9
Cury CURY3 98,2
Bemobi BMOB3 98,1
Allos ALOS3 97,7
Ambev ABEV3 96,6
Lojas Quero-Quero LJQQ3 96,1
WEG WEGE3 95,4
Tegma TGMA3 92,7