Tesouro Direto dá prejuízo com IPCA-15 em setembro surpreendente

A prévia da inflação brasileira veio acima do esperado e levanta dúvidas sobre o rumo da taxa Selic.

Publicado em 25/09/2026 às 16:04h - Atualizado em 25/09/2026 às 16:05h Publicado em 25/09/2026 às 16:04h Atualizado em 25/09/2026 às 16:05h por Lucas Simões
Taxas dos títulos públicos de longo prazo voltaram a subir nesta virada de mês (Imagem: Shutterstock)
Taxas dos títulos públicos de longo prazo voltaram a subir nesta virada de mês (Imagem: Shutterstock)
Após várias semanas de quedas, as taxas no Tesouro Direto passaram a subir nesta sexta-feira (25), implicando em prejuízos na marcação a mercado. Como pano de fundo, os investidores reagiam ao IPCA-15 de setembro acima do esperado.
No caso, a prévia da inflação oficial brasileira acelerou +0,70% no mês, bem diferente da deflação de -0,40% registrada em agosto, acumulando taxa de 4,47% nos últimos 12 meses.
Como o mercado não esperava que a inflação tivesse tamanho repique, as apostas sobre a continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic se embaralharam, o que explica o movimento de subida dos juros compostos no Tesouro Direto. 
Só o Tesouro Renda+ 2065, o título público com o maior prazo de vencimento disponível, viu o seu rendimento saltar de IPCA+ 7,00% ao ano na véspera para os atuais IPCA+ 7,03% ao ano. Em compensação, o seu preço unitário caiu de R$ 198,76 para R$ 196,39. 
Por ora, as Opções de Copom negociadas dentro da B3 apontam crescimento da probabilidade de o Banco Central pausar o ciclo de cortes da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Tais apostas em dinheiro saltaram de 25% no início de setembro de 2026 para os atuais 35%.

Veja o retorno dos títulos do Tesouro Direto em 25 de setembro de 2026:

Títulos com liquidez diária

  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 199,01 (Rentabilidade: Selic + 0,0746% ao ano)

Títulos pré-fixados

Títulos indexados à inflação

Títulos para aposentadoria extra

Títulos para custear estudos