2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne nesta terça (9) e quarta-feira (10) para definir o rumo da taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic.
💲 A manutenção da Selic em 15% é dada como certa pelo mercado. Afinal, a inflação e as expectativas de inflação cederam, mas ainda não estão no centro da meta como deseja o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo.
Galípolo disse na semana passada que o processo de convergência da inflação à meta está sendo "lento". E lembrou que o mercado de trabalho ainda permanece aquecido. Por isso, defendeu que o BC mantenha uma postura conservadora.
Ele ainda falou que o Banco Central não tem a obrigação de criar algum tipo de "código na comunicação que vá telegrafar quando o BC vai fazer algo".
Diante disso, o mercado não espera uma mudança nos juros nesta semana e também tem dúvidas se o comunicado do Copom será suficiente para definir quando exatamente a taxa básica de juros começará a cair no Brasil -hoje, as apostas se dividem entre janeiro e março de 2026.
Selic a 15% em 2025: Saiba quanto seu dinheiro rende em CDB, LCA, LCI e Tesouro Direto
"Para os próximos passos, a sinalização deve permanecer flexível, sem compromisso explícito com o início do ciclo de cortes, mas reconhecendo que ajustes poderão ser feitos conforme o cenário evolua", disse o Itaú BBA.
A expectativa do BBA é de que o Copom reconheça que os juros altos têm ajudado a conter a inflação, mas volte a dizer que o cenário demanda "paciência e serenidade" e reforce que as próximas decisões de política monetária vão depender da evolução dos dados de atividade e inflação.
🧾 O BTG Pactual concorda que, "como ainda serão divulgados diversos dados relevantes até a reunião de janeiro, que ocorre no fim do mês, o BC deve preservar flexibilidade e evitar qualquer compromisso antecipado". Por isso, espera apenas "ajustes marginais" no comunicado desta semana do Copom.
Para o BTG, a postura do BC é "consistente com um ambiente de elevada incerteza, expectativas ainda desancoradas e desaceleração da economia lenta e gradual, em que alguns segmentos do mercado de trabalho continuam mais resilientes do que se imaginava".
"Nessa situação, o custo de se 'amarrar' a um sinal forte hoje e ter de reverter depois é alto; faz mais sentido comunicar a função de reação e manter a flexibilidade para decidir apenas depois de avaliar o conjunto de dados e informações que o BC terá disponível até a próxima reunião", argumentou.
📅 Apesar desse tom de cautela, BTG e Itaú BBA esperam que o Copom já comece a cortar os juros na primeira reunião de 2026.
Um corte de 0,25 ponto percentual é projetado para janeiro de 2026 por causa do recuo da inflação, de sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho e, sobretudo, da atividade econômica brasileira, como evidenciou a alta de apenas 0,1% do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre.
A XP, por sua vez, vê os juros começando a cair só em março de 2026. A casa argumenta que uma política fiscal expansionista poderia pressionar a inflação no próximo ano. Por isso, vê razões para o Copom permanecer conservador por mais algum tempo.
"Sob uma abordagem de balanço de riscos, parece prudente que o Copom espere mais antes de iniciar um ciclo de flexibilização monetária, contribuindo para consolidar o processo de desinflação", diz.
A XP espera, por sua vez, que os cortes já comecem em 0,50 ponto percentual. Por isso, acredita que a Selic cairá para 12% até o final de 2026. Já o Itaú BBA só vê a taxa caindo até 12,75% no próximo ano.
Na dúvida sobre o timing e o ritmo dos cortes de juros, o mercado elevou a projeção para a Selic do final de 2026 de 12% para 12,25% no Boletim Focus desta semana. Veja aqui as projeções do mercado para a economia brasileira, segundo o Focus.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Saiba quais classes de investimentos são destaques positivos no mês e quais deram dor de cabeça aos investidores
Einar Rivero, CEO da Elos Ayla, revela a rentabilidade dos principais investimentos em novembro e nos últimos 12 meses.
Títulos de renda fixa isentos financiam tanto o agronegócio quanto o mercado imobiliário.
Títulos de renda fixa isentos que financiam o agronegócio e o mercado imobiliário são favoritos dos analistas.
Analistas do banco estudaram a relação dos cortes de juros sobre a lucratividade das companhias.
Companhia vê sua lucratividade descarrilhar -39,2% durante o terceiro trimestre do ano.
Taxas oferecidas pelos investimentos do Banco Master disparam após sua venda ao BBR ser negada pelo Banco Central.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?