Braskem (BRKM5) sofre onda de rebaixamentos e renova mínimas na B3
A nota de crédito e a recomendação para as ações da petroquímica foram cortadas pelo mercado.
Nesta quarta-feira (20), o Santander elevou a recomendação de compra para as ações da Braskem (BRKM5).
A estimativa do banco é que os papeis da química podem avançar até 17%, dos atuais R$ 22,50 para R$ 27. O banco mostra uma visão otimista que se sustenta em três pontos: redução da imagem negativa em relação ao acidente em Alagoas; resultados melhorados em 2024; e expectativas para discussões de fusões e aquisições.
“Vemos um fluxo menor de notícias após a provisão do 4º trimestre de 2023, e também acreditamos que a investigação congressual perdeu ímpeto”, disseram os analistas Rodrigo Almeida e Eduardo Muniz.
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"Embora a situação permaneça incerta e a Braskem continue trabalhando para resolver o evento geológico, acreditamos que notícias adicionais relacionadas a este tópico possam ser limitadas no curto prazo”, concluíram.
Com o posicionamento do Santander, as ações da Braskem registram alta no pregão desta quarta. O avanço é de 8%, com os papeis cotados em cerca de R$ 25.
No acumulado da última semana, o ticker BRKM5 já acumula alta de 20%, segundo as informações da B3. Se considerado todo o último mês, a aceleração foi de 28%.
A Braskem está no centro de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso, que investiga o afundamento do solo na capital do estado de Alagoas. Além dos representantes da química, os parlamentares estão ouvindo diversas pessoas e órgãos públicos que têm ou tiveram alguma ligação com a manutenção do local.
Segundo a Braskem, entre valores provisionados e desembolsados, já são mais de R$ 15,5 milhões para conter os danos ao solo de Maceió. As operações de extração na mina foram encerradas em 2019, mas a previsão de fechamento total é apenas 2025, conforme informou a companhia.
A nota de crédito e a recomendação para as ações da petroquímica foram cortadas pelo mercado.
A Braskem obteve cautelar na Justiça após alertar que uma dívida de R$ 2,7 bilhões poderia travar a empresa.
Com a divulgação do comunicado, as ações da companhia recuavam 7,33%.
O objetivo é preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento.
A empresa virou ré em ação sobre o afundamento de solo de cinco bairros de Maceió.
Proposta prevê pagamento em debêntures e impulsiona ações da companhia na B3.
O anúncio fez as ações saltarem 4,49%, às 11h, desta terça-feira (9).
Ideia é que o Conselho de Administração possa decidir sobre o assunto, no lugar da assembleia de acionistas.
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