2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Nesta quarta-feira (10), a S&P revisou sua perspectiva para a economia argentina. A agência de risco elevou a nota de crédito do país para B-, com projeção de melhora para o financiamento.
“Em 10 de junho de 2026, a S&P Global Ratings elevou suas classificações de crédito soberano de curto e de moeda local e estrangeira de longo e curto prazo na Argentina para 'B-/B', ante 'CCC+/C'. A perspectiva para as avaliações de longo prazo é estável. Também elevamos nossa avaliação de transferência e convertibilidade para 'B' e nossas classificações de emissão de títulos em moeda estrangeira e local para 'B-'”, disse a agência.
Os analistas pontuaram que a mudança reflete a expectativa de que o governo deve continuar fazendo ajustes econômicos, que vão aumentar as reservas internacionais de Buenos Aires. No entanto, deixaram um espaço aberto para reavaliar a decisão e cortar novamente a nota nos próximos 12 meses.
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“A perspectiva estável das classificações de longo prazo reflete nossa expectativa de que o governo continuará seu programa de austeridade fiscal à medida que o banco central aumenta suas reservas cambiais, sustentando o crescimento econômico e reduzindo a inflação. A perspectiva equilibra os riscos causados por vulnerabilidades econômicas persistentes com resultados fiscais positivos e outras medidas que melhoram a liquidez do governo”, escreveram.
A última vez que a agência havia mexido no rating argentino foi em dezembro do ano passado, quando fixou o indicador em CCC+. Naquela época, os analistas destacaram que as perspectivas de longo prazo eram estáveis.
“A perspectiva estável das classificações de longo prazo reflete nossa visão de que o governo avançará em seu programa de ajuste econômico, incluindo a manutenção de superávit fiscal e a redução da inflação, enquanto sustenta o crescimento econômico. A perspectiva equilibra os riscos causados por vulnerabilidades econômicas persistentes com melhores resultados fiscais e o fortalecimento da confiança dos investidores sobre o rumo da política econômica. Medidas recentes para obter acesso aos mercados externos de capitais devem fortalecer a liquidez do governo e dar maior flexibilidade para gerenciar sua dívida”, escreveram.
Neste contexto, os títulos públicos emitidos pelo governo em dólar dispararam ao longo desta quinta-feira (11). Os papéis de longo prazo cresceram até 3 centavos de dólar, dependendo do prazo de vencimento, conforme dados do Tesouro da Argentina.
A mudança na perspectiva da agência de risco funciona como um carimbo que justifica aportes estrangeiros no país sul-americano. Desta forma, os investidores começam a olhar o país com menor desconfiança.
“A Argentina esperava obter uma elevação da classificação antes de emitir títulos no mercado”, disse Jeff Grills, chefe de mercados cruzados e dívida de mercados emergentes dos EUA na Aegon Asset Management. “Agora que a elevação da classificação foi concedida, começaremos a ouvir falar sobre a Argentina potencialmente emitindo títulos, o que seria um importante próximo passo para o país em seu caminho para a normalização.”
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