Credores e acionistas da Raízen (RAIZ4) chegam perto de consenso sobre dívida
A companhia avançou para converter até 50% da dívida em ações até junho e negocia venda de ativos na Argentina ao Mercuria.
⛽ A Raízen (RAIZ4) avisou ao mercado em geral nesta quinta-feira (27) que o Banco Central da Noruega, o Norges Bank, vendeu aproximadamente 1,2 milhão de ações da companhia brasileira, conforme correspondência recebida.
Tal documento dá conta que os noruegueses possuíam uma fatia de 5,08% na Raízen, ao deterem aproximadamente 69,1 milhões de ações preferenciais da produtora brasileira de açúcar e etanol.
Só que após o Norges Bank resolver diminuir sua exposição à companhia, cujas ações têm apanhado na bolsa de valores brasileira por conta do seu elevado grau de endividamento em tempos de taxa Selic nas alturas, passou a possuir 67,9 milhões de papéis preferenciais, que representam 4,99% do capital da empresa.
Os noruegueses afirmam que a decisão pela venda milionária de ações é por motivo estritamente de investimento, sem visar alterar o controle administrativo da Raízen. Só no acumulado de 2025, as ações RAIZ4 já se desvalorizaram quase −20%.
Conforme dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em RAIZ4 há dois anos, hoje você teria R$ 625,50, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.119,10 nas mesmas condições.
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A companhia avançou para converter até 50% da dívida em ações até junho e negocia venda de ativos na Argentina ao Mercuria.
A empresa enviou uma proposta alternativa aos credores no último sábado (25), segundo a Bloomberg News, citando fontes a par do assunto.
Produtora de açúcar e etanol busca reestruturar dívida de R$ 65 bilhões com credores, especialmente bancos.
O esclarecimento foi feito após questionamento da B3.
A proposta prevê a saída de Rubens Ometto da presidência do conselho da Raízen, atendendo a pedido anterior de detentores de títulos.
Em recuperação extrajudicial, Raízen acumula prejuízo de 67% nos últimos 12 meses.
A companhia enfrenta resistência de credores à conversão de dívida em ações e deve discutir a reestruturação em reunião nesta semana.
A nota foi rebaixada após a Justiça de SP autorizar a Raízen a suspender pagamentos por 180 dias enquanto negocia com credores.
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