Raízen aprova capitalização de R$ 39,8 bi e vai se dividir em duas empresas
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
A Raízen (RAIZ4) usará um tipo de renda fixa no exterior para angariar US$ 750 milhões, conforme precificação feita por sua subsidiária Raízen Fuels Finance S.A. em emissão de notes com vencimento em 2032, com rentabilidade de 6,25% ao ano.
Considerando a cotação atual do dólar, a produtora brasileira de açúcar e etanol está prestes a obter aproximadamente R$ 4,12 bilhões, cifra que será garantida pela Raízen, conforme os termos da emissão anunciados nesta quinta-feira (26).
No caso, a conclusão da operação de renda fixa no exterior é esperada para o dia 8 de julho de 2025, sendo que tais notes serão distribuídas em operações isentas de registro nos Estados Unidos para investidores institucionais qualificados.
Já a nota de crédito (rating) desses títulos de dívida seguiu a mesma avaliação da Raízen, ou seja, 'BBB' pelas agências de classificação de risco Fitch e S&P, em escala internacional, ainda com o selo de Grau de Investimento.
Leia mais: Qual renda fixa do governo paga 5% ao mês em 2025?
Vale lembrar que a Raízen possui a quinta dívida entre as empresas brasileiras com ações listadas na B3, com saldo devedor de R$ 68,4 bilhões, patamar que pode se agravar não apenas com mais essa emissão de títulos no exterior, como também pelo próprio patamar da taxa Selic em 15% ao ano.
Dentre as diversas frentes de negócio da companhia estão a produção de biocombustíveis, a comercialização e distribuição de combustíveis e a geração de energia a partir de fontes renováveis, como o bagaço da cana-de-açúcar.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em RAIZ4 há dois anos, hoje você teria R$ 394,60, já considerando o reinvestimento dos dividendos. A simulação também aponta que o Ibovespa teria retornado R$ 1.160,30 nas mesmas condições.
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
O fundo Mubadala e a FS avaliaram comprar créditos de credores da Raízen, em meio a uma reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas.
A Raízen e suas controladas fecharam uma transação de R$ 22,4 bilhões com PGFN e Receita Federal.
Com 71,3 milhões de ações preferenciais, a gestora SPX passou a deter 5,25% das ações emitidas da companhia.
O aumento de capital integra o plano de recuperação extrajudicial e prevê novos tickers na B3.
A proposta prevê a emissão de ao menos 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais.
Nesta segunda (19), a CVM aprovou a conversão do registro da Raízen Energia para a categoria A, etapa da recuperação extrajudicial.
A produtora de açúcar e etanol, bancada pelos acionistas majoritários Cosan (CSAN3) e Shell, atravessa reorganização societária.
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