MPF apresenta novo recurso contra exploração de petróleo na Foz do Amazonas
Ministério Público Federal pede paralisação imediata dos trabalhos de perfuração na região.
🛢️ A Petrobras (PETR4) reportou uma produção de média de petróleo, LGN e gás natural, que alcançou 2,77 milhões de barris equivalentes de óleo por dia (boed) no primeiro trimestre do ano (1T25), avanço de 5,4% na comparação anual, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (29).
No caso, a estatal atribui tal resultado ao menor volume de perdas por paradas para manutenções, juntamente com a melhor eficiência de suas operações na Bacia de Santos e a entrada da produção do navio-plataforma (FPSO, na sigla em inglês) Almirante Tamandaré, no campo de Búzios.
Outro fator que compensou parcialmente o declínio natural de produção de petróleo da companhia é o início produtivo (ramp-up) do FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero.
Dessa maneira, a Petrobras totaliza 11 novos poços produtores de petróleo e derivados, sendo seis na Bacia de Campos e cinco na Bacia de Santos. A produção total operada no pré-sal no 1T25 foi de 3,38 milhões boed, acima do recorde anterior do último trimestre de 2023.
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A aposta da empresa no 1T25 tem sido o seu foco na comercialização de derivados de petróleo com maior valor agregado, cujas vendas no mercado interno aumentaram 2,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionadas pelo diesel, gasolina e QAV (querosene de aviação).
Por sua vez, a PETR4 somou 73% de participação do óleo do pré-sal na carga processada no parque de refino nesse trimestre, dois pontos percentuais acima do último trimestre de 2024 e igualando o recorde registrado um trimestre antes.
"A elevada participação de óleos do pré-sal na carga processada reforça o foco na otimização de uso dessas correntes para produção de derivados de maior valor agregado e diminuição de emissões atmosféricas", destaca o relatório de produção e vendas da Petrobras.
💰 Os rendimentos na rodução de derivados médios (diesel e QAV) e gasolina alcançaram patamar elevado, representando 69% do volume total de derivados no 1T25, mesmo com realização de importante parada geral planejada da RNEST (Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco) nesse trimestre, quando foram concluídas as obras de modernização do Trem 1.
Em fevereiro de 2025, a companhia realizou sua primeira venda de VLSFO (Very Low Sulfur Fuel Oil) com 24% de conteúdo renovável no mercado asiático, em parceria com a empresa Golden Island, fornecedora de bunker em Singapura.
O produto é uma mistura de 76% de óleo combustível mineral e 24% de UCOME, um biocombustível feito de óleo de cozinha usado. A Petrobras Singapore possui certificação ISCC EU (International Sustainability & Carbon Certification- European Union), garantindo a sustentabilidade do produto.
Ministério Público Federal pede paralisação imediata dos trabalhos de perfuração na região.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não encontrou provas suficientes para favorecer a estatal.
Pelo acordo, a Petrobras comprará 0,8 milhão de toneladas por ano de GNL.
O petróleo tipo Brent já flerta os US$ 106 por barril e favorece as petroleiras brasileiras.
O repasse contempla as operações realizadas pela estatal entre os dias 16 e 31 de julho de 2026.
A nova disparada do petróleo até ajudou a estatal, mas o clima de cautela dos investidores ditou o pregão.
O trato prevê a cooperação estratégica com a ENH, estatal de petróleo de Moçambique.
Os títulos envolvidos na operação têm vencimento previsto para 27 de janeiro de 2028.
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