CVM julga ex-diretores da Oi (OIBR3) por fraude e dois já levam multa de R$ 400 mil
A CVM iniciou julgamento de cinco ex-diretores por irregularidades contábeis de 2015 e 2016, com dois já condenados a R$ 400 mil cada.
A Oi (OIBR3) registrou um lucro líquido de R$ 15,1 bilhões no segundo trimestre de 2024. É o primeiro resultado positivo da companhia em dois anos.
💲 A Oi não tinha um resultado positivo desde o primeiro trimestre de 2022, quando lucrou R$ 1,7 bilhão. Depois disso, a companhia teve oito trimestres consecutivos de prejuízo e enfrentou um novo processo de recuperação judicial.
Agora, a companhia voltou a lucrar justamente por causa dos efeitos da reestruturação prevista na sua segunda recuperação judicial, homologada em maio de 2024.
Segundo a Oi, a recuperação judicial permitiu um resultado financeiro positivo de R$ 15,6 bilhões no segundo trimestre, já que "os saldos das dívidas foram recalculados de acordo com as escolhas das opções de pagamento selecionadas pelos credores".
📞 O resultado operacional da empresa, por sua vez, diminuiu novamente. A receita líquida, por exemplo, caiu 13% na comparação com o segundo trimestre de 2023, para R$ 2,1 bilhões.
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Segundo a companhia, o baque reflete a "contínua e acelerada queda da demanda por serviços não-core – que incluem as receitas dos serviços legados de cobre e atacado regulado, bem como os de TV DTH e das subsidiárias – aliada à dinâmica declinante nos serviços tradicionais de telecomunicações e abordagem comercial seletiva da Oi Soluções".
A cifra ainda foi afetada pelas chuvas no Rio Grande do Sul, já que a Oi precisou agir para manter os serviços durante a tragédia.
Com isso, o Ebitda de rotina teve um resultado negativo de R$ 89 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 129 milhões do segundo trimestre de 2023.
A CVM iniciou julgamento de cinco ex-diretores por irregularidades contábeis de 2015 e 2016, com dois já condenados a R$ 400 mil cada.
O TJ-RJ rejeitou recursos de credores nesta terça-feira (25) e decretou a falência definitiva da operadora, encerrando sua recuperação judicial.
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
O acionista informou que a alienação das ações não tem como objetivo alterar a estrutura administrativa da companhia.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Victor Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi.
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