Novo golpe altera QR Code do Pix e desvia dinheiro de compras on-line

A empresa de cibersegurança Kaspersky já identificou 90 e-commerces de pequeno e médio porte infectados.

Publicado em 08/09/2026 às 17:35h Publicado em 08/09/2026 às 17:35h por Elanny Vlaxio
Uma das principais recomendações é conferir cuidadosamente quem receberá o dinheiro (Imagem: Shutterstock)
Uma das principais recomendações é conferir cuidadosamente quem receberá o dinheiro (Imagem: Shutterstock)
Um novo golpe envolvendo o Pix está desviando dinheiro de compras feitas em lojas virtuais no Brasil por meio da alteração do QR Code exibido na página de pagamento. A empresa de cibersegurança Kaspersky já identificou 90 e-commerces de pequeno e médio porte infectados por um programa malicioso capaz de substituir o código legítimo por outro controlado pelos criminosos.
A ameaça foi descoberta recentemente pelo pesquisador de segurança independente conhecido como “eremit4”. Segundo a Kaspersky, a fraude está ativa desde junho de 2025 e já atingiu estabelecimentos de diferentes segmentos, como óticas, autopeças, moda e plataformas de vaquinhas virtuais.
Há ainda um ponto em comum entre as lojas identificadas: todas utilizam o Magento, plataforma de comércio eletrônico de código aberto. Para realizar o ataque, os criminosos utilizam seis domínios de comando e controle para inserir código malicioso nas páginas de checkout.

Como funciona o golpe do QR Code do Pix

A fraude entra em ação no momento em que o consumidor escolhe o Pix como forma de pagamento. O código malicioso substitui o QR Code verdadeiro da loja por um fraudulento e também altera os dados disponibilizados na opção de pagamento por “copia e cola”.
O problema é que a alteração pode passar despercebida. Para o cliente, a página continua apresentando uma compra aparentemente normal. Já para o lojista, o pedido pode aparecer como abandonado ou pendente, porque o sistema oficial não registra o recebimento do dinheiro.
A vítima muitas vezes só descobre o que aconteceu dias depois, quando procura a loja para reclamar de um pedido que não foi entregue. Nesse intervalo, os criminosos conseguem distribuir os valores recebidos entre diferentes contas de “laranjas”, o que dificulta a recuperação do dinheiro.

Como se proteger do golpe do Pix

Para o consumidor, uma das principais recomendações é conferir cuidadosamente quem receberá o dinheiro antes de confirmar a operação no aplicativo do banco. O nome e o CNPJ exibidos devem corresponder à loja em que a compra está sendo realizada ou ao intermediador de pagamento oficial.