Multa de até R$ 17 mil por confusão em voo? Veja as novas regras da Anac

Casos gravíssimos podem resultar ainda na suspensão do direito de voar por até 12 meses.

Publicado em 15/09/2026 às 17:11h Publicado em 15/09/2026 às 17:11h por Elanny Vlaxio
Durante a suspensão, o passageiro fica impedido de utilizar voos domésticos regulares (Imagem: Shutterstock)
Durante a suspensão, o passageiro fica impedido de utilizar voos domésticos regulares (Imagem: Shutterstock)
Passageiros que se envolverem em confusões durante voos ou em áreas de aeroportos podem enfrentar punições mais severas com as novas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
A partir desta segunda-feira (14), condutas consideradas graves podem levar a uma multa de R$ 17,5 mil, enquanto casos gravíssimos podem resultar ainda na suspensão do direito de voar por até 12 meses.

O que muda para os passageiros?

A nova regulamentação estabelece diferentes níveis para os comportamentos considerados indisciplinados. Nas situações mais leves, o passageiro poderá ser orientado quando, por exemplo, descumprir instruções da tripulação, ignorar determinadas orientações em solo, utilizar aparelhos eletrônicos proibidos ou provocar tumulto e ofender outras pessoas.
Já quando a conduta apresenta maior risco para a segurança ou para a ordem da operação, o caso pode ser enquadrado como grave. Nessa situação, a punição inclui multa de R$ 17,5 mil e encerramento do contrato de transporte com a companhia aérea.
Entre os exemplos de atos graves estão agressões ou ameaças que afetem a segurança do voo, fumar dentro da aeronave, provocar danos intencionais a equipamentos e fazer uma falsa comunicação sobre a presença de explosivos ou armas.

Quando o passageiro pode ficar até um ano sem voar?

Entram nessa categoria situações como agressão física contra tripulantes, atentados contra a dignidade sexual, adulteração de equipamentos de segurança, transporte irregular de armas ou explosivos e tentativa de invasão da cabine de comando ou de assumir o controle da aeronave. Durante a suspensão, o passageiro fica impedido de utilizar voos domésticos regulares. 
Para fazer a restrição valer em diferentes companhias, a Anac determinou a criação de um sistema compartilhado de informações. A medida funciona como uma espécie de “no-fly list”, permitindo que o impedimento seja aplicado em toda a malha aérea doméstica.
A regra também prevê consequências para as próprias companhias. As empresas que deixarem de cumprir uma suspensão obrigatória poderão ser multadas em R$ 70 mil.