Movida (MOVI3) revela data em que pagará R$ 0,75 por ação ainda em 2026
Locadora de veículos também prestou esclarecimentos sobre seu aumento de capital, citando aporte da Simpar (SIMH3).
A Movida (MOVI3) surpreendeu o mercado nesta quinta-feira (15) ao antecipar parte dos resultados do quarto trimestre de 2025. A companhia viu seu lucro líquido terminar o período em R$ 102 milhões, o que representa um avanço de 65% em relação ao ano anterior.
A receita líquida da empresa também cresceu de forma importante ao longo do ano passado, finalizando o período em R$ 3,7 bilhões. O valor é equivalente a uma alta de 13% na comparação anual.
“Geralmente o quarto tri é muito bom, por sazonalidade de férias, final de ano. Mas, de fato, surpreendemos em todos os indicadores, e acho que só tem upsides daqui para a frente”, comentou o CEO Gustavo Moscatelli, em entrevista ao Brazil Journal.
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Para o futuro, o executivo já espera um corte na taxa básica de juros, que pode ajudar a elevar ainda mais os resultados da subsidiária da Simpar. Segundo ele, cada 1 ponto a menos na Selic representa uma economia de R$ 160 milhões para os cofres da companhia.
“Não devemos alavancar a companhia enquanto o juro continuar alto como está”, disse Moscatelli. A empresa tem o menor nível de dívida desde o começo da pandemia, estacionada em 2,6 vezes o Ebitda.
Os investidores reagiram quase que de maneira instantânea à publicação do balanço, fazendo as ações da companhia acelerarem até 12% no pregão. Por volta das 12h, os papéis eram negociados perto de R$ 10,50, conforme dados da B3.
Com isso, apenas no intervalo dos últimos seis meses, a locadora de automóveis viu seu valor de mercado subir mais de 60%. Atualmente, a capitalização total é de R$ 3,6 bilhões, ainda de acordo com a bolsa.
Os papéis da Movida estão na lista de recomendação do Itaú BBA, com visão acima da média do mercado. O banco de investimentos tem preço-alvo de R$ 15,50 para os papéis, com potencial upside de 50% em relação ao preço atual de negociação.
A equipe de research destaca que, para 2026, a expectativa é que a empresa consiga equilibrar lucro líquido acima dos 10%, chegando ao patamar de R$ 300 milhões. No entanto, o relatório — que foi publicado antes da prévia — projetava um total de R$ 87 milhões, o que foi superado no 4T25.
“Embora abordemos a primeira preocupação com o aumento das despesas de depreciação no próximo ano (+12% em relação ao ano anterior), acreditamos que os riscos da segunda são menos evidentes e, potencialmente, se materializarão apenas no segundo semestre de 2026, quando o ciclo de flexibilização monetária e o período eleitoral provavelmente terão um impacto maior do que os volumes de curto prazo”, escreveram os analistas do BBA.
Locadora de veículos também prestou esclarecimentos sobre seu aumento de capital, citando aporte da Simpar (SIMH3).
O programa terá duração de 18 meses, com início em 19 de maio de 2026.
A companhia também destacou estabilidade nas margens e no volume de vendas de seminovos.
O Ibovespa rendeu +4,09% em fevereiro de 2026 e acumula alta de +53,74% nos últimos 12 meses.
A operação será feita em série única, com 750 mil debêntures.
A empresa destacou a participação da IFC (International Finance Corporation), braço do Grupo Banco Mundial.
A companhia também avalia um futuro aumento de capital, para distribuir 25% do lucro líquido para os acionistas.
Locadora de veículos lucra R$ 70 milhões durante o terceiro trimestre de 2025, queda de -11%.
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