Moura Dubeux (MDNE3) consome mais caixa, mas lança mais imóveis em 2026
Construtora fundada no Recife soma R$ 1,27 bilhão em lançamentos líquidos de imóveis.
🏘️ A Moura Dubeux (MDNE3) é uma empresa familiar fundada no Recife em 1983 e que entrou no radar de cobertura do Banco Safra nesta segunda-feira (21). Analistas esperam que as ações da construtora subam 43% em 2025 e que o pagamento de dividendos avance 150% no período.
Durante décadas de atuação, a companhia consolidou uma participação de mercado de 20% nos sete estados nordestinos em que atua (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe), sendo a maior construtora da região.
Conforme os analistas Luiz Peçanha e Rafael Rehder, a Moura Dubeux ostenta o melhor desempenho entre as construtoras de média e alta renda, com suas ações surfando ganhos de 17% em 2024, contra um prejuízo de 8% de suas concorrentes, apesar da disparada de 125 pontos-base dos juros futuros de longo prazo, que acabam encarecendo a aquisição de imóveis.
"Estimamos que MDNE3 negocia com um atrativo Preço Sobre o Lucro (P/L) de 5,2 vezes para 2024, o que implica um desconto de 21% entre as demais construtoras da bolsa brasileira, que têm um P/L médio de 6,6 vezes para o ano", comenta a dupla de especialistas.
O banco reitera recomendação de compra para a Moura Dubeux, com preço justo estimado em R$ 15 por ação nos próximos 12 meses.
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O capital total da Moura Dubeux é calculado em R$ 1,8 bilhão ou R$ 21,50 por ação, conforme os dois analistas, que também estimam um pagamento de R$ 40 milhões em dividendos aos acionistas em 2024.
💰 Já em 2025, é esperado que o rendimento de proventos cresça 151%, com o total de dividendos alcançando R$ 100 milhões, e depois, R$ 149 milhões em proventos no ano de 2026. No momento, MDNE3 não tem um histórico de distribuição de dividendos.
"A Moura Dubeux tem entregado um CAGR (taxa de crescimento anual composto) de 40% desde o seu IPO na B3 em 2020, enquanto seu inventário de imóveis está atualmente em 11 meses de vendas, o que nos parece um sinal positivo de futuros lançamentos", afirma a dupla, em relatório.
Então, ambos os analistas projetam que a Moura Dubeux terá um CAGR de 22% nos lançamentos de seus imóveis entre 2023 e 2026, combinado com maiores margens provenientes dos recentes lançamentos e estabilidade dos custos, e um CAGR de 26% em seu lucro líquido no mesmo período.
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O Banco Safra estimou como estão os múltiplos das construtoras brasileiras listadas na B3, e chegou a conclusão que a Moura Dubeux fica entre as companhias mais descontadas do setor. Confira:
Construtora fundada no Recife soma R$ 1,27 bilhão em lançamentos líquidos de imóveis.
Construtora fundada no Recife segue plano de diversificação pelo Nordeste, com foco em condomínios.
A companhia assumiu que um erro interno levou Diego Villar a vender ações em período vedado, fazendo a CVM abrir processo sobre o caso.
O pagamento será feito automaticamente no domicílio bancário informado.
A recomendação ocorre após a empresa levantar quase R$ 500 milhões em uma oferta pública de ações, realizada no fim de janeiro.
As novas ações da Moura Dubeux passarão a ser negociadas na B3 a partir de 26 de janeiro.
O preço por ação será definido pelo conselho de administração.
A eventual oferta seria realizada no Brasil e direcionada exclusivamente a investidores profissionais.
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