Mais América, menos Europa: brasileiros escolhem férias com base no câmbio

Levantamento da Skyscanner aponta que 57% dos brasileiros consideram a conversão da moeda na escolha do destino de férias.

Publicado em 18/10/2026 às 14:54h Publicado em 18/10/2026 às 14:54h por Wesley Santana
Países vizinhos ganham destaque no passaporte com câmbio favorável (Imagem: Shutterstock)
Países vizinhos ganham destaque no passaporte com câmbio favorável (Imagem: Shutterstock)

Um levantamento mostrou que a maioria dos brasileiros (57%) escolhe seu próximo destino de férias com base na conversão da moeda. Por isso, países que têm a moeda menos valorizada do que a brasileira saem na frente na hora da decisão.

O relatório foi divulgado pela Skyscanner, uma plataforma que reúne preços de passagens aéreas pelo mundo. O documento mostra que mais da metade dos entrevistados já mudou seu destino porque o câmbio estava desfavorável.

"Com o crescimento do turismo impulsionado pelo câmbio, eles estão escolhendo destinos onde a combinação entre taxas de câmbio favoráveis e custos locais mais baixos permite aproveitar mais refeições, criar mais memórias e viver mais experiências com o mesmo orçamento", diz o relatório.

Por isso, há um grande número de brasileiros viajando para os países vizinhos, que, com poucas exceções, têm uma moeda fraca frente ao real. Na Argentina, por exemplo, um real equivale a mais de 300 pesos, enquanto, na Colômbia, é igual a 630 pesos.

A diferença também é favorável para outros gigantes da mesma região, como é o caso do México. Cada real é equivalente a 3,65 pesos da segunda maior economia da América Latina.

Isso também vale para o Peru, que, mesmo tendo sua moeda com mais valor que a brasileira, apresenta custo de vida que continua favorecendo os turistas. Segundo o site Expatistan, o custo de vida em Lima é 14% menor que o de São Paulo.

“A viagem está entrando em uma nova era. À medida que as pessoas se tornam mais intencionais sobre como gastam seu tempo e dinheiro, elas estão fazendo escolhas diferentes sobre para onde vão, como reservam e o que cria valor duradouro”, diz Bryan Batista, CEO do Skyscanner.

"Eles estão priorizando experiências significativas sobre posses materiais, buscando confiança em todas as decisões de reserva e, em alguns casos, usando IA durante o processo de planejamento. Ao mesmo tempo, a instabilidade geopolítica está tornando os viajantes mais conscientes do risco, aumentando a importância de informações confiáveis, flexibilidade e transparência”, completa.

Para onde está barato viajar?

O levantamento também mapeou a variação dos preços das passagens aéreas saindo de Guarulhos, que é o maior terminal aéreo do país, nos últimos meses. Foi constatado que diversos destinos ficaram mais baratos no último ano, conforme o ranking a seguir:

  • Praia, Cabo Verde (-76%);
  • Cidade do México, México (-26%);
  • Xangai, China (-25%);
  • Tampa, Estados Unidos (-13%);
  • Campina Grande, Brasil (-9%);
  • Sydney, Austrália (-8%);
  • Nova York, Estados Unidos (-7%);
  • Estocolmo, Suécia (-5%);
  • Nice, França (-5%);
  • Ilha de San Andrés, Colômbia (-3%).

Para onde as pessoas estão viajando?

Outro dado mapeado é o dos destinos que estão populares ao redor do mundo. As seguintes cidades aparecem como as mais procuradas pelos turistas:

  • Bishkek, Quirguistão: +501%;
  • Hurghada, Egito: +186%;
  • Malmö, Suécia: +103%;
  • Trapani, Itália: +95%;
  • Samos, Grécia: +75%;
  • Chongqing, China: +70%;
  • Da Nang, Vietnã: +68%;
  • Sal, Cabo Verde: +67%;
  • Kittilä, Finlândia: +65%;
  • Cidade da Guatemala, Guatemala: +63%.