Nubank (ROXO34) descarta compra do banco britânico Monzo e salta na bolsa
A possibilidade do negócio havia sido ventilada pela imprensa, mas desagrou o mercado.
Nesta quinta-feira (14), o Nubank (ROXO34) publicou o balanço do terceiro trimestre do ano. O banco digital registrou o maior lucro da história, alcançando o patamar de US$ 783 milhões (equivalente a mais de R$ 4,1 bilhões).
O resultado foi suficiente para que o ânimo dos investidores fizesse com que as ações da companhia reagissem de forma positiva. Na manhã desta sexta (14), os papéis são negociados com alta de 2%, ensaiando encostar em US$ 16 na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).
O resultado mexeu também com a análise dos bancos e corretoras de investimentos, que receberam os números com surpresa. Diversos analistas publicaram relatórios destacando que o lucro do banco superou as estimativas.
Para a Ativa Investimentos, a maior fintech do país entregou um número importante, com aceleração forte em relação ao trimestre anterior. Diante disso, a corretora entende que a empresa vem melhorando seu negócio de forma recorrente e com fundamento.
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“O resultado foi alcançado com a forte expansão dos ativos geradores de juros, queda de provisões e avanço sequencial de margem financeira ajustada ao risco, um combo que segue gerando rentabilidade e validando os modelos de crédito da instituição”, destaca Ilan Arbetman.
Já a XP Investimentos apontou para o lucro, mas destacou que a receita financeira ficou 2% abaixo da projeção. Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães pontuaram que uma combinação de menor rendimento com custo de financiamento mais alto resultou neste cenário negativo.
“Essa dinâmica é explicada principalmente pelo crescimento nas linhas de crédito colateralizadas, enquanto o banco se tornou mais agressivo em alguns produtos no Brasil, como as ‘caixinhas’, buscando aumentar a ‘principalidade’ em perfis de clientes selecionados. Apesar disso, a qualidade do crédito permaneceu saudável, com o custo do crédito 10% melhor do que o esperado, levando a uma melhora significativa na margem financeira ajustada”, escreveram.
A direção da companhia destacou que o crescimento da empresa tanto no Brasil quanto no México é responsável pelo resultado animador. No país da América do Norte, o banco tem visto um aumento vertiginoso da carteira de crédito, somado a uma redução no custo com depósitos.
“A combinação dessas duas coisas, alavancagem operacional no Brasil e ALM (Asset Liability Management) no México, deu uma robustecida bem grande no resultado do Nubank consolidado”, disse o diretor financeiro, Guilherme Lago.
A possibilidade do negócio havia sido ventilada pela imprensa, mas desagrou o mercado.
A conversão será feita na proporção de 1 ponto Nubank para 1 ponto Livelo.
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