IR 2026: O que fazer com a restituição?

A consulta ao primeiro lote estará disponível a partir das 10h do dia 22 de maio.

Publicado em 22/05/2026 às 16:45h Publicado em 22/05/2026 às 16:45h por Elanny Vlaxio
O pagamento das restituições será realizado em quatro lotes (Imagem: Shutterstock)
O pagamento das restituições será realizado em quatro lotes (Imagem: Shutterstock)
O pagamento do IR 2026 (Imposto de Renda) está se aproximando e muitos brasileiros já começam a avaliar como utilizar o valor recebido. Para alguns, a quantia representa uma oportunidade de reorganizar as finanças e quitar dívidas, enquanto outros consideram investir ou realizar compras planejadas. 
A consulta ao primeiro lote estará disponível a partir das 10h do dia 22 de maio. Neste ano, o pagamento das restituições será realizado em quatro lotes e não cinco, como aconteceu nos anos anteriores. Os próximos pagamentos estão previstos para os dias 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto.
 
Segundo comunicado, com a expectativa da restituição chegando, surge também uma dúvida comum entre os brasileiros: qual é a melhor forma de utilizar esse dinheiro? Para Daiane Alves, educadora financeira da Neon, a resposta depende diretamente da realidade financeira de cada pessoa.
 
Segundo a especialista, para quem possui dívidas, principalmente aquelas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial, usar a restituição para quitar ou reduzir os débitos costuma ser a decisão mais vantajosa. 
“Quitar dívidas é uma forma de investimento indireto, porque evita o crescimento dos juros e ajuda a reorganizar a vida financeira. Muitas vezes, o valor economizado ao eliminar uma dívida é maior do que o rendimento de aplicações financeiras”, explica a educadora financeira.
Já para quem está com as contas equilibradas, investir pode ser uma oportunidade de fortalecer a reserva de emergência ou começar a construir patrimônio. “A restituição pode ser o primeiro passo para criar uma reserva financeira. Mesmo investimentos mais conservadores já ajudam a trazer mais segurança e planejamento para imprevistos e objetivos futuros”, comenta.
Por outro lado, Daiane ressalta que utilizar parte do dinheiro para consumo também não precisa ser encarado como um problema, desde que exista equilíbrio e planejamento. “Consumir também faz parte da vida financeira. O importante é evitar decisões impulsivas e não comprometer todo o valor com gastos imediatos. Se possível, o ideal é dividir a restituição entre prioridades financeiras e algum objetivo pessoal”, orienta.
 
A especialista reforça ainda que o período pode ser um bom momento para rever hábitos financeiros e criar estratégias mais sustentáveis. “A restituição não deve ser vista apenas como um dinheiro extra, mas como uma oportunidade de tomar decisões financeiras mais inteligentes e alinhadas aos próprios objetivos”, finaliza.
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