Inter (INBR34) compra participação da Wiz e assume controle total da Inter Seguros

Acordo de R$ 409,4 milhões permitirá ao banco digital ampliar o controle sobre a operação de seguros, sujeito à aprovação dos órgãos reguladores.

Publicado em 20/10/2026 às 08:21h Publicado em 20/10/2026 às 08:21h por Wesley Santana
Inter é um dos maiores bancos digitais do país, com milhões de clientes (Imagem: Shutterstock)
Inter é um dos maiores bancos digitais do país, com milhões de clientes (Imagem: Shutterstock)

Nesta segunda-feira (19), o Inter (INBR32) informou ao mercado que fechou o acordo para comprar a totalidade dasações da Inter Seguros. O acordo foi fechado com a Wiz, que detinha quase 40% da empresa que fornecia serviços de seguradora para o banco digital.

Pelo contrato fechado entre as duas partes, o valor a ser pago será de R$ 409,4 milhões. O valor representa quase quatro vezes o do acordo fechado em 2019, quando a Wiz comprou essa fatia na Inter Seguros por R$ 114 milhões.

Segundo a fintech, a compra faz parte da estratégia de reforçar a atuação no mercado de seguros. “Com o controle integral, o Banco Inter ganha mais velocidade para inovar e lançar produtos, além de ampliar a captura de valor gerado pelo negócio”, afirmou por meio de nota.

Agora, o acordo precisa passar pela análise dos órgãos reguladores, que podem dar aval ao M&A. Até o final das negociações, o valor acordado será atualizado pelo CDI, começando em 2 de outubro de 2026, conforme destacou a empresa.

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Nova era da Wiz

A venda da participação pela Wiz acontece em um novo momento da companhia, que, desde março, conta com um CEO diferente. Lucas Neves assumiu a cadeira no lugar de Marcus Vinícius com o objetivo de liderar a companhia rumo ao crescimento.

Desde então, as ações da companhia vêm oscilando na bolsa de valores. Mesmo assim, acumulam valorização de quase 4% ao longo de 2026, com um valor de mercado de cerca de R$ 1,5 bilhão.

Com quase 50 anos de fundação, a empresa já tem um plano de portfólio no segmento de seguros, mas quer ampliar a operação. Atualmente, 70% das receitas são oriundas de seguros, enquanto 30% vêm da oferta de crédito e de consórcios. No segundo trimestre, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 83,3 milhões, com queda de 10,6% na comparação anual.

A administração diz que o dinheiro levantado com a venda das ações da Inter Seguros deve ser usado para reforçar o caixa da companhia. Outros projetos devem ser viabilizados com o montante, que é bem maior que o desembolsado pela marca para adquirir sua participação na Inter Seguros.

Superapp do Inter

Enquanto isso, o Inter também trabalha para oferecer ainda mais opções de serviços dentro do seu aplicativo bancário. Hoje, os correntistas já podem assinar diversos tipos de seguros diretamente pela tela do celular, como seguro de vida, residencial, de viagem, Pix e até proteção financeira.

Também estão disponíveis planos médicos e odontológicos, além de todos os serviços de uma conta normal. Tudo isso parte da estratégia da principalidade de produtos, que tem o objetivo de fazer com que o cliente assine tudo de que precise no mesmo lugar, sem depender de um banco terceiro.

"Vejo três pontos que fazem um plano perfeito: conveniência, confiança e economia. Quando pensamos no nosso super app, entra a principalidade”, disse João Vitor Menin, CEO global do Inter, em entrevista recente ao NeoFeed. “Eu falo muito para o time: principalidade não se compra, se conquista, e demora. Nós não vamos comprar um cliente assumindo risco de crédito”, completa.

O executivo assumiu a operação do banco no mundo há pouco mais de um ano, com o objetivo de expandir os serviços para além da fronteira. Desde entao, tem liderado o desembarque nos Estados Unidos e na Argentina. 

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