Ibovespa (IBOV) avança com bancos e salva Brasil da pior semana em Wall Street

O índice subiu 0,76% nesta sexta (26), aos 173.295 pontos, puxado por bancos como Itaú e ignorando o tombo das tech no exterior.

Publicado em 26/06/2026 às 17:58h Publicado em 26/06/2026 às 17:58h por Matheus Silva
O dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,16, em queda de 0,20% (Imagem: Shutterstock)
O dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,16, em queda de 0,20% (Imagem: Shutterstock)
📈 O Ibovespa (IBOV) fechou esta sexta-feira (26) em alta de 0,76%, aos 173.295,14 pontos, impulsionado pelo avanço de bancos como o Itaú Unibanco (ITUB4), na contramão do pessimismo no exterior com a liquidação do setor de tecnologia. Na semana, o índice acumulou alta de 2,98%. 
O dólar à vista encerrou a R$ 5,16, em queda de 0,20%, fechando a semana praticamente estável, com valorização de 0,05%.
No cenário doméstico, o mercado acompanhou a divulgação da taxa de desemprego no Brasil, que recuou para 5,6% no trimestre até maio de 2026, ante 5,8% no trimestre encerrado em abril. Trata-se do menor patamar para o período na série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE. 
O número veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, com intervalo das estimativas entre 5,5% e 5,7%.
O déficit em transações correntes chegou a US$ 3,185 bilhões em maio, acumulando em 12 meses o equivalente a 2,60% do PIB (Produto Interno Bruto), informou o Banco Central. 
No mês, os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 7,974 bilhões, contra US$ 3,863 bilhões em maio de 2025.

Totvs lidera altas com 5,63%; Braskem despenca 8,36%

O setor de bancos puxou os ganhos do dia, com o IFNC (Índice Financeiro) avançando 1,39%. O Itaú, com cerca de 8% de participação na carteira do Ibovespa, subiu 1,29%, a R$ 42,24.
Entre os pesos-pesados, a Vale (VALE3), com 11% de participação no índice, recuou 0,65%, a R$ 78,15, destoando da alta de 0,81% no contrato mais líquido do minério de ferro para setembro, negociado a 748 yuans por tonelada na bolsa de Dalian, na China. 
A Petrobras (PETR4), com cerca de 12% de participação na carteira, encerrou em queda acompanhando o petróleo. O Brent para setembro recuou 3,84%, a US$ 72,60 o barril, na ICE, em Londres. A PETR3 caiu 1,17%, a R$ 42,25, e a PETR4 recuou 1,01%, a R$ 38,06.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Totvs (TOTS3), com alta de 5,63%, a R$ 28,69. Já a ponta negativa foi encabeçada pela Braskem (BRKM5), que despencou 8,36%, a R$ 6,25, em meio ao agravamento da crise financeira e ao rebaixamento da ação pelo Citi, que reduziu a recomendação de neutro/alto risco para venda/alto risco devido à piora das perspectivas para os spreads petroquímicos e ao aumento dos riscos específicos da companhia.
Além disso, a petroquímica informou nesta sexta-feira ter obtido decisão favorável da Justiça para suspensão por 60 dias da cobrança de dívidas por determinados credores financeiros, um dia após protocolar pedido de tutela de urgência cautelar para assegurar proteção temporária durante as negociações.

Nasdaq cai pelo 5º pregão seguido e acumula queda de 4% na semana

Os índices de Wall Street fecharam em baixa, em nova rodada de venda do setor de tecnologia. O Nasdaq, em queda pelo quinto pregão consecutivo, derreteu 4% na semana, enquanto o S&P 500 recuou 1% no período. O Dow Jones, por outro lado, teve alta de 0,6% na semana.
Durante a semana, os investidores venderam de forma generalizada as ações de tecnologia, com temores de encarecimento de chips, gastos elevados das companhias com IA diante da perspectiva de juros mais altos, e produtos finais mais caros aos consumidores, como no caso da Apple (AAPL34)
O Dow Jones recuou 0,09%, aos 51.876,11 pontos. O S&P 500 caiu 0,05%, aos 7.353,95 pontos. O Nasdaq cedeu 0,43%, aos 25.358,603 pontos.
Na Europa, os índices fecharam em queda com o sell-off do setor de tecnologia. O Stoxx 600 registrou queda de 0,68%, aos 635,88 pontos. 
📊 Na Ásia, os índices encerraram majoritariamente no terreno negativo pressionados por tech. O Nikkei japonês teve perdas de 4,15%, aos 69.360,88 pontos, e o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,76%, aos 22.671,86 pontos.