BRB (BSLI4) afasta 5 funcionários suspeitos de envolvimento com o Master
Os afastados foram citados nas investigações internas do banco sobre as fraudes do Master.
Nesta sexta-feira (27), o governo do Distrito Federal enviou um ofício ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) pedindo R$ 4 bilhões em empréstimo. O valor seria usado para capitalizar o BRB (BSLI4), que vem passando por uma crise de liquidez sem precedentes.
De acordo com o documento, o objetivo é "assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB". O comunicado, assinado pelo governador Ibaneis Rocha, pede uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, que traria parcelas semestrais.
Para garantir a operação, o DF coloca nove imóveis públicos no pacote, além das ações que mantém em estatais, como o próprio BRB. Rocha afirma que vai "cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas".
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O pedido do governo vem alguns dias antes do fim do prazo dado pelo Banco Central para que a instituição financeira mostre como pretende cobrir o rombo deixado pelas aplicações do Banco Master. O BRB foi um dos que compraram títulos frios da empresa de Daniel Vorcaro, hoje liquidada extrajudicialmente.
O Palácio do Buriti já destacou que não possui dinheiro em caixa para salvar a estatal, portanto, a saída seria recorrer ao órgão que garante os reembolsos de correntistas e investidores. O valor necessário para montar a reserva financeira do banco pode chegar a R$ 13 bilhões, conforme um relatório independente.
“[Os objetivos são] "reforçar a posição de capital do BRB, elevando a resiliência a choques e assegurando continuidade de negócios; fortalecer a confiança de depositantes, investidores e contrapartes, mitigando riscos de contágio; preservar condições de liquidez em patamares compatíveis com a estratégia de gestão de ativos e passivos do banco; e contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional", continua o documento.
Os investidores receberam a notícia do potencial empréstimo com entusiasmo, fazendo com que as ações operem com alta na bolsa de valores. Por volta das 16h, os papéis avançavam 1%, cotados em R$ 4,20.
Mesmo com o movimento desta sexta, o desempenho anual do ticker está bem abaixo do esperado pelos acionistas. Isso porque, apenas em 2026, o banco já perdeu 40% do seu valor de mercado.
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