Preso no caso Master, ex-presidente do BRB busca acordo de delação premiada
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
Nesta sexta-feira (27), o governo do Distrito Federal enviou um ofício ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) pedindo R$ 4 bilhões em empréstimo. O valor seria usado para capitalizar o BRB (BSLI4), que vem passando por uma crise de liquidez sem precedentes.
De acordo com o documento, o objetivo é "assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB". O comunicado, assinado pelo governador Ibaneis Rocha, pede uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, que traria parcelas semestrais.
Para garantir a operação, o DF coloca nove imóveis públicos no pacote, além das ações que mantém em estatais, como o próprio BRB. Rocha afirma que vai "cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas".
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O pedido do governo vem alguns dias antes do fim do prazo dado pelo Banco Central para que a instituição financeira mostre como pretende cobrir o rombo deixado pelas aplicações do Banco Master. O BRB foi um dos que compraram títulos frios da empresa de Daniel Vorcaro, hoje liquidada extrajudicialmente.
O Palácio do Buriti já destacou que não possui dinheiro em caixa para salvar a estatal, portanto, a saída seria recorrer ao órgão que garante os reembolsos de correntistas e investidores. O valor necessário para montar a reserva financeira do banco pode chegar a R$ 13 bilhões, conforme um relatório independente.
“[Os objetivos são] "reforçar a posição de capital do BRB, elevando a resiliência a choques e assegurando continuidade de negócios; fortalecer a confiança de depositantes, investidores e contrapartes, mitigando riscos de contágio; preservar condições de liquidez em patamares compatíveis com a estratégia de gestão de ativos e passivos do banco; e contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional", continua o documento.
Os investidores receberam a notícia do potencial empréstimo com entusiasmo, fazendo com que as ações operem com alta na bolsa de valores. Por volta das 16h, os papéis avançavam 1%, cotados em R$ 4,20.
Mesmo com o movimento desta sexta, o desempenho anual do ticker está bem abaixo do esperado pelos acionistas. Isso porque, apenas em 2026, o banco já perdeu 40% do seu valor de mercado.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
A análise deve ser concluída até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
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