ETFs de Bitcoin ficam no azul e abrem espaço para rali de curto prazo
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Em audiência realizada na última quarta-feira (20), ficou clara a posição do governo brasileiro em relação ao Bitcoin (BTC). Membros do Ministério da Fazenda e do Banco Central mostraram ser contra a inclusão da criptomoeda como reserva internacional.
O debate foi realizado na Câmara dos Deputados no âmbito das discussões de um projeto de lei que cria uma Reserva Estratégica de Bitcoin do Brasil. O texto é de autoria do deputado Eros Biondini (PL).
“Há evidência que em momentos de crise o Bitcoin pode agir como ativo de risco, perdendo valor justamente quando precisamos de reservas sólidas e estáveis”, disse o chefe da subsecretaria da Dívida Pública no Ministério da Fazenda, Daniel Leal. Ele defende que os parlamentares reprovem o projeto, já que a volatilidade do Bitcoin e de outras criptomoedas não estariam dentro dos fundamentos necessários para as reservas internacionais do Brasil.
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“Ao criar uma reserva soberana de Bitcoin, o estado brasileiro transmite uma mensagem de endosso oficial a um ativo cuja aceitação e estabilidade ainda são temas de debate internacional. Isso pode induzir investidores e cidadãos a interpretarem que o governo garanta a solidez do ativo criando um risco moral que em eventual queda abrupta pode gerar pressões políticas para socorrer agentes privados”, continuou o representante.
A audiência acontece no mesmo momento em que vários países discutem incluir o Bitcoin como reserva internacional, ao lado do dólar e do euro. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria uma reserva estratégica fundamentada na maior cripto do mundo.
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
Filhos do presidente Donald Trump são acionistas relevantes na American Bitcoin, que precisou de grupamento de ações.
A criptomoeda opera em queda nesta segunda-feira (13), negociado na casa dos US$ 62.500, pressionado pela aversão global ao risco.
O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.
Segundo a Glassnode, a queda da criptomoeda reflete a realização de perdas e a baixa demanda institucional, com resgates em ETFs.
No domingo (21), Saylor postou no X o monitor de BTC da MicroStrategy indicando novas compras para o início da semana.
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