Gasolina dispara 37% nos EUA e pressiona Trump em ano eleitoral

Alta dos combustíveis após guerra no Irã preocupa governo e eleitores americanos

Publicado em 27/04/2026 às 13:34h Publicado em 27/04/2026 às 13:34h por Wesley Santana
Preço do combustível pode ser um dos principais gargalos para vitória de Republicanos nas eleições (Imagem: Shutterstuck)Tênis de US$ 500 faz as ações da Adidas saltarem na bolsa de valores;
Preço do combustível pode ser um dos principais gargalos para vitória de Republicanos nas eleições (Imagem: Shutterstuck)Tênis de US$ 500 faz as ações da Adidas saltarem na bolsa de valores;

Segundo dados da Associação Automotiva Americana, o preço médio da gasolina nos Estados Unidos já subiu 37,8% desde o começo da guerra no Irã. Os dados compilados nesta semana mostram que o valor pago pelos cidadãos por galão de combustível passou de US$ 2,98 para US$ 4,11.

Como se trata de uma média de preços para todo o mês, há lugares em que a população tem de arcar ainda mais para abastecer os automóveis. Na Califórnia, por exemplo, o valor médio do galão de gasolina já é de US$ 5,95, ainda conforme o levantamento, enquanto em Oklahoma é preciso desembolsar US$ 3,50.

O preço da gasolina acompanha a alta do petróleo global em razão do conflito que já se arrasta há dois meses. Como resposta aos ataques de Israel e EUA, o Irã resolveu fechar o Estreito de Ormuz, causando impacto na cadeia global da commodity e, por consequência, na gasolina.

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Essa se tornou a principal dor de cabeça de Donald Trump, que se elegeu com a promessa de frear a inflação nos EUA. No entanto, só a alta dos preços da gasolina em dois meses supera em muito o valor dos últimos anos, já que a inflação anual tem estado na faixa de 3% desde 2023.

O levantamento feito pelo AAA também mostra que 77% dos eleitores dizem que Trump tem pelo menos uma parcela de culpa pelos aumentos no preço da gasolina. Há uma maioria mesmo entre os eleitores republicanos, que, em grande parte, são apoiadores do chefe da Casa Branca.

A situação é mapeada em um momento estratégico para a política norte-americana, antes das eleições de meio de mandato nos EUA. Republicanos e democratas começam a correr para tentar formar maioria no Parlamento, especialmente no Senado.

“Neste momento, a situação é ruim. As pessoas estão chateadas”, diz Sarah Chamberlain, presidente da Republican Main Street Partnership, uma entidade que apoia a eleição de candidatos conservadores. “Obviamente, os republicanos estão muito preocupados em manter a Câmara, mas, se conseguirmos resolver a situação do Irã até o verão e os preços da gasolina voltarem a cair, ou pelo menos caírem, talvez não até o nível em que estavam antes da guerra, acho que teremos uma boa chance”, disse.