Americanas (AMER3) avança para saída da recuperação judicial, mas ações caem forte
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A investigação sobre a fraude contábil que deixou um rombo bilionário na Americanas (AMER3) ganhou mais um capítulo. É que a CVM (Comissão de Valores Mobiliário) abriu um processo contra a KPMG e uma de suas sócias, Carla Bellangero, por causa de inconsistências no balanço da varejista.
🔎 A KPMG era responsável pela auditoria externa dos balanços financeiros da Americanas no período das fraudes. Porém, não teria identificado indícios de irregularidades nas contas da empresa, segundo disse Carla Bellangero à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigou o assunto na Câmara dos Deputados em 2023.
O atual CEO da Americanas, Leonardo Coelho, disse à CPI na época, no entanto, que a KPMG poderia ter contribuído com a fraude. E, agora, a CVM confirmou ter aberto um processo administrativo sancionador contra a auditoria e sua sócia.
📩O processo foi instaurado em novembro de 2024, mas só nessa quinta-feira (13) a CVM deu início à citação dos acusados com comunicação externa.
A CVM, por sua vez, manteve em sigilo o conteúdo do processo. Por isso, ainda não é possível saber qual é a acusação formulada pelo órgão.
Em nota, a KMPG disse que, "por motivos de cláusulas de sigilo e regras da profissão, está impedida de se manifestar sobre casos envolvendo clientes ou ex-clientes da firma".
⚖️ No ano passado, a CVM já acusou oito ex-diretores da Americanas de insider trading, dentro dos processos abertos após a fraude contábil da varejista.
Além disso, o órgão condenou o ex-diretor de Relações com Investidores da Americanas, João Guerra, pela não divulgação de informações relevantes relacionadas às inconsistências contábeis encontradas na companhia.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
Instalada no shopping desde 1981, a loja ocupava um espaço de mais de 1.500 metros quadrados na entrada principal do empreendimento.
A venda está alinhada à estratégia de priorizar as atividades de varejo, diz a empresa.
O número de clientes ativos voltou a cair em dezembro, chegando a 40,83 milhões, abaixo dos 41,71 milhões registrados em novembro.
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