🎥 A empresa, no entanto, ainda precisa enfrentar mais algumas barreiras antes de concluir o negócio que promete criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo.
Isso porque alguns procuradores estaduais norte-americanos acreditam que o governo de Donald Trump não cumpriu a legislação antitruste neste caso. Por isso, ameaçam entrar com uma ação contra a fusão.
Além disso, o negócio ainda precisa passar pelo crivo dos órgãos reguladores da União Europeia e do Reino Unido, que abriu recentemente uma investigação sobre os impactos concorrenciais da fusão.
Ainda assim, a expectativa da Paramount é fechar a transação até o terceiro trimestre deste ano, criando uma nova gigante do entretenimento.
A polêmica em torno do negócio
📺 A Paramount é dona de canais de televisão como Nickelodeon, MTV e CBS, além da própria Paramount Network e do serviço de streaming Paramount+.
Já a Warner Bros assina canais como HBO, Warner Channel, TNT, Cartoon Network, Discovery Channel e CNN International, além de franquias multibilionárias como Harry Potter e Game of Thrones. Logo, a união das duas empresas pode remodelar o mercado global de entretenimento.
Estrelas de Hollywood chegaram a assinar uma carta posicionando-se contra a fusão, devido ao receio de que o negócio reduza a concorrência e aprofunde a consolidação no setor de mídia dos Estados Unidos, reduzindo a geração de empregos no setor.
Para os consumidores, a fusão promete remodelar o serviço de streaming, ao oferecer um amplo catálogo de filmes e séries, mas também transmissões esportivas e opções de entretenimento ao vivo, inclusive por meio da possível combinação dos serviços de streaming HBO Max e Paramount+.
Porém, também há uma preocupação de que a criação deste super streaming leve a preços maiores e mais controle sobre os conteúdos que são disponibilizados ao público.
A avaliação do governo dos EUA
⚖️ O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a fusão nesta sexta-feira (12), por entender que a transação provavelmente não resultará em prejuízo à concorrência ou aos consumidores americanos.
Ao comunicar a decisão, o órgão disse que a avaliação se aplica tanto ao mercado de streaming quanto à televisão aberta e ao desenvolvimento de filmes.
"O extenso histórico de investigação analisado pela Divisão sugere que o impacto da transação será o de aumentar a concorrência em todo o ecossistema de mídia e entretenimento, com benefícios para os consumidores e trabalhadores americanos", afirmou.
O órgão disse ainda que a decisão foi tomada após uma rigorosa investigação de oito meses, que envolveu mais de dois milhões de documentos de mais de 80 responsáveis.
Há cerca de 15 dias, funcionários do Departamento de Justiça também ouviram o CEO da Paramount, David Ellison. Ele é filho de Larry Ellison, o cofundador da
Oracle (ORCL34) e aliado de Donald Trump.
Em nota, a Paramount agradeceu a "análise minuciosa" do Departamento de Justiça e disse que está focada em concluir a transação o mais rápido possível.
Segundo a companhia, o negócio vai criar "uma empresa mais forte e melhor posicionada para competir com as plataformas tecnológicas dominantes em um setor cada vez mais definido por intensa competição por público, talentos, tecnologia e investimentos".
Oferta hostil
💸 A fusão também criou polêmica pela forma como foi negociada. Afinal, começou com uma oferta hostil da Paramount, em meio à tentativa da
Netflix (NFLX34) de comprar a Warner Bros.
A Netflix fez uma oferta para adquirir os estúdios de cinema e TV e a divisão de streaming da Warner Bros no final do ano passado. Porém, alguns dias depois, a Paramount fez uma oferta ainda maior para levar todo o grupo
O negócio acabou sendo fechado em fevereiro deste ano por US$ 110 bilhões em dinheiro, ou US$ 31 por ação, depois que a Netflix desistiu de igualar a oferta da Paramount.
A Netflix havia oferecido US$ 82,7 bilhões ou US$ 27,75 por ação da Warner e avaliou que o negócio deixaria de fazer sentido financeiramente caso esses valores fossem elevados.