Estados Unidos restringem vistos para a entrada no país para a Copa do Mundo

A delegação do Irã, por exemplo, não poderá permanecer em território americano durante toda a fase de grupos.

Publicado em 09/06/2026 às 14:30h Publicado em 09/06/2026 às 14:30h por Elanny Vlaxio
A Copa do Mundo começa na quinta-feira (11) (Imagem: Shutterstock)
A Copa do Mundo começa na quinta-feira (11) (Imagem: Shutterstock)
A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, uma disputa fora dos gramados passou a ocupar o centro das atenções. Restrições migratórias dos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, têm provocado dificuldades para torcedores, dirigentes e até integrantes oficiais da competição, levantando questionamentos sobre a participação de algumas delegações e o acesso de seus apoiadores ao Mundial.
O caso mais recente envolve a seleção do Irã. A Federação de Futebol da República Islâmica afirmou que a cota de ingressos destinada aos seus torcedores foi retirada pelos Estados Unidos poucos dias antes do início da competição. Segundo a entidade, a medida impede a distribuição dos bilhetes que normalmente são reservados aos fãs de cada seleção participante.
“Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos”, acrescentou a FFIRI (Federação de Futebol do Irã) em comunicado. 
Além disso, a equipe iraniana também enfrenta restrições de circulação. De acordo com reportagens publicadas nos últimos dias, a delegação não poderá permanecer em território americano durante toda a fase de grupos e terá de deixar os Estados Unidos após cada partida disputada no país. A situação ocorre em meio ao agravamento das tensões políticas e militares entre Washington e Teerã.
A embaixada iraniana informou anteriormente que diversos integrantes da comissão e da estrutura administrativa da seleção tiveram pedidos de visto negados, apesar de os jogadores terem sido autorizados a participar do torneio. O governo iraniano classificou o tratamento como discriminatório e pediu que a Fifa acompanhe o caso.
Outro episódio que chamou atenção foi o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Escalado pela Fifa para trabalhar na Copa e prestes a se tornar o primeiro árbitro da Somália em um Mundial, ele teve a entrada negada nos Estados Unidos e foi retirado da competição. A Fifa confirmou que o profissional não poderá atuar no torneio e ressaltou que decisões migratórias cabem exclusivamente ao país anfitrião.
Após ser barrado, Artan afirmou acreditar que a decisão esteja relacionada ao seu país de origem. O árbitro, eleito o melhor da África em 2025, declarou que pretende seguir focado na carreira,
“Eu quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejar aos meus colegas o melhor durante a Copa. Estou ansioso para encontrá-los no futuro”, afirmou o árbitro africano. “Quero agradecer à Fifa e à CAF (Confederação Africana de Futebol) por todo o suporte e prometo continuar evoluindo meu nível e concentrar no futuro.”