Eneva (ENEV3) recebe aporte de quase R$ 2 bilhões do Itaú (ITUB4)
O maior banco privado do país abriu os bolsos em subscrição de ações da chamada Eneva III.
Nesta semana, o Goldman Sachs incluiu uma nova empresa na sua lista de coberturas da bolsa brasileira. A felizarda foi a Eneva (ENEV3), que já chega à carteira do banco norte-americano com recomendação de compra.
Os analistas projetam um crescimento de até 23% nas ações da companhia, que subiriam dos atuais R$ 20 para R$ 23. Atualmente, o valor de mercado da empresa de energia é de R$ 39 bilhões.
Para o Goldman, há vários fatores que justificam a compra dos papéis da Eneva, mas o portfólio bem posicionado em energia térmica é o principal. Para os analistas, a companhia também mostra um fluxo de caixa bastante previsível, por isso seria uma das principais escolhas do setor.
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Outro ponto que chamou a atenção da instituição é a projeção de pagamento de dividendos para os próximos anos. Eles acreditam que, até 2030, a empresa possa chegar a pagar até 20% em proventos aos acionistas.
Há quase dez anos, a Eneva não faz nenhuma distribuição de dividendos, optando pela estratégia de gerar fluxo de caixa operacional. O dinheiro também foi usado para pagar fusões e aquisições mapeadas no período.
Com isso, o banco entende que a alavancagem da companhia deve ser reduzida nos próximos dois anos, abrindo espaço para os dividendos. Três novas operações devem entrar em operação até 2028: Azulão I, Azulão II e Celse 2. Atualmente, a companhia tem um valor de mercado de R$ 39 bilhões, valor que passou por uma valorização de 65% no último ano.
A decisão do GS foi publicada alguns dias depois que a Eneva publicou seu balanço financeiro do quarto trimestre de 2025. A companhia conseguiu reverter um prejuízo bilionário que havia auferido um ano antes e terminou o período com lucro de R$ 57 milhões, mostrou o documento.
Houve uma melhora também na dívida líquida da empresa de energia, que fechou o 4T25 em R$ 15,5 bilhões ante os quase R$ 17 bilhões anteriores. Além disso, recuperou o resultado financeiro em mais de R$ 1 bilhão no intervalo de 12 meses.
O maior banco privado do país abriu os bolsos em subscrição de ações da chamada Eneva III.
A companhia adquiriu os direitos de áreas da Bacia do Parnaíba sob regime de concessão.
O fechamento da transação permanece sujeito a condições precedentes habituais.
Os recursos serão totalmente utilizados em investimentos da empresa, incluindo os projetos contratados pela Eneva no Leilão de 2026.
A companhia encerrou o período com 2.524 GWh de geração líquida.
O programa terá validade de até 18 meses, com prazo até 24 de dezembro de 2027.
Companhia integra a produção de gás natural à geração térmica de energia, além de posição no agronegócio.
O resultado representa uma variação positiva de R$ 1,123 bilhão em relação ao 4T24.
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