Dia de ir às compras? Gestora vê oportunidade em ações após resultado eleitoral

Gavekal Research avalia que a queda dos ativos brasileiros pode abrir oportunidades, enquanto JPMorgan e Genial adotam posições mais cautelosas.

Publicado em 26/10/2026 às 10:14h Publicado em 26/10/2026 às 10:14h por Wesley Santana
Corretora diz que fundamentos das ações brasileiras não mudaram (Imagem: Shutterstock)
Corretora diz que fundamentos das ações brasileiras não mudaram (Imagem: Shutterstock)

O mercado futuro acordou em erupção na manhã desta segunda-feira (26), depois que o resultado do segundo turno das eleições presidenciais contrariou as projeções. O presidente Lula (PT) venceu o pleito e foi reeleito para seu quarto mandato no Palácio do Planalto.

No exterior, os ativos brasileiros apresentam forte queda, além do dólar, que passa por uma importante valorização frente ao real brasileiro.

Diante disso, muitos analistas já saíram para fazer suas apostas para o mercado doméstico. A maioria deles entende que o movimento de baixa deve se replicar na B3, fazendo com que o Ibovespa (IBOV) e suas principais ações tenham um dia de baixa.

Apesar disso, há a avaliação de que a base dos ativos brasileiros continua sólida. Diante disso, analistas da Gavekal Research dizem que este é um ótimo momento para que os investidores comprem ações que estiverem baratas.

O relatório é publicado no mesmo dia em que o Ibovespa deve abrir com queda de 15%, caso a situação doméstica replique ao cenário do exterior. É importante destacar que, desde janeiro, a alta acumulada do indicador é de quase 30%. 

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Há quem vá no sentido contrário e entenda que o cenário seja diferente com a vitória de Lula. É o caso do JPMorgan, que cortou sua recomendação para o real e para os juros brasileiros logo durante a manhã.

“Nossa elevação da recomendação para o Brasil a overweight (posição acima da média do índice de referência), em 5 de outubro, tinha como premissa uma mudança na condução das políticas públicas. No entanto, diante do resultado eleitoral, agora parece pouco provável que a política econômica sofra alterações significativas daqui em diante”, escreveram os analistas.

Na mesma linha, a Genial Investimentos não recomenda aumentar a exposição em ativos brasileiros. Em relatório divulgado nesta segunda, a corretora destaca que a preferência neste momento é por papéis que possam atravessar melhor o cenário de juros altos, como os dos setores de energia elétrica, saneamento e exportação.

"Na direção oposta, varejo, construção, empresas menores (small caps) e empresas alavancadas tendem a sofrer mais, ao mesmo tempo com crédito caro, consumo mais fraco e taxa de desconto mais alta”, escrevem os analistas.