ETFs de Bitcoin ficam no azul e abrem espaço para rali de curto prazo
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
O Bitcoin (BTC) vem passando por um de seus piores momentos deste ano de 2025. Na conversão para o dólar, a criptomoeda acumula uma desvalorização de 2% desde janeiro e, em relação ao real, de 17%, conforme dados dos monitores de criptografia.
Essa performance está ligada a um cenário macroeconômico desafiador, mas também representa uma correção no preço da moeda. Em julho, o ativo chegou a negociar acima de US$ 120 mil, mas perdeu força e agora tenta se manter ao menos no patamar dos US$ 90 mil.
Isso levanta discussões sobre os padrões que esses ativos registram. Um deles é o chamado “Cruz da Morte”, que se refere ao momento em que a média móvel de curto prazo — ou seja, dos últimos 50 pregões — volta ao patamar registrado no longo prazo — de 200 pregões.
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Essa é uma análise feita de forma técnica por meio dos gráficos e que, uma vez ou outra, volta a fazer parte das discussões sobre o movimento da cripto. Considerando que o BTC é um dos ativos mais voláteis do mundo, alguns profissionais garantem que a análise mostra um padrão sequencial na correção dos preços.
Para muitos, a cruz da morte antecede um período de forte valorização da criptomoeda. Foi o que aconteceu, por exemplo, entre dezembro de 2024 e abril de 2025, quando o Bitcoin caiu cerca de 30%.
Depois desse momento, a criptomoeda engatou uma aceleração de 65%, antes de começar a cair novamente. Já entre julho e setembro do ano passado, caiu 25% para depois crescer mais de 80%, de acordo com dados dos monitores.
"É muito ruim que haja uma cruz da morte, porque, no fim das contas, o que se tem é uma confirmação de que a tendência de longo prazo é de baixa", diz Hugo Osorio, vice-gerente de Estratégias de Investimento da empresa de serviços financeiros Falcom Asset Manager à BBC. "A cruz é um padrão de comportamento que todo mundo que faz análise técnica vê. E, como todo mundo vê, isso ganha peso", acrescenta.
O especialista destaca que muitos investidores tendem a usar esse momento para se desfazer dos ativos, quando nem sempre é o melhor momento. É importante lembrar que a principal regra do mercado de renda variável é comprar na baixa para vender na alta, e só assim auferir os lucros.
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
Filhos do presidente Donald Trump são acionistas relevantes na American Bitcoin, que precisou de grupamento de ações.
A criptomoeda opera em queda nesta segunda-feira (13), negociado na casa dos US$ 62.500, pressionado pela aversão global ao risco.
O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.
Segundo a Glassnode, a queda da criptomoeda reflete a realização de perdas e a baixa demanda institucional, com resgates em ETFs.
No domingo (21), Saylor postou no X o monitor de BTC da MicroStrategy indicando novas compras para o início da semana.
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