XP vê CSN (CSNA3) precisando de R$ 41 bi até 2030 e cobra novo CEO
Longe de ser por acaso, a escolha por uma nova liderança da CSN reflete a reorganização das contas da companhia.
A CSN (CSNA3) teve um prejuízo de R$ 751 milhões no 3T24 (terceiro trimestre de 2024), invertendo o lucro de R$ 91 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
💲 O resultado negativo da empresa foi intensificado neste trimestre, apresentando um aumento de 237,3% em relação ao período anterior. A companhia atribui esse desempenho à combinação de uma redução no lucro obtido com as operações e a elevação dos custos financeiros.
Segundo a CSN, o desempenho no 3T24 foi impulsionado pelas estratégias de hedge adotadas pela empresa. Essas operações financeiras tiveram como objetivo minimizar os impactos da oscilação dos preços do minério de ferro no mercado, contribuindo positivamente para os resultados da companhia.
“Essa combinação mais do que compensou o efeito positivo da reversão de IR/CS em razão do aumento no reconhecimento de imposto diferido no período”, explicou a companhia em release com resultados.
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💸 A empresa também registrou uma redução de 18,9% em seu Ebitda ajustado no último ano, totalizando R$ 2,284 bilhões. A margem Ebitda, que mede a rentabilidade da empresa sobre suas receitas, também foi impactada negativamente, apresentando uma queda de 4,6 pontos percentuais, para 19,7%.
A CSN atribuiu a queda no Ebitda, exclusivamente, à baixa nos preços do minério de ferro. No entanto, a empresa destacou um bom desempenho nas vendas, com recordes nos setores de mineração e cimentos, além de um crescimento de 9% nas vendas domésticas de aço.
Além disso, a empresa registrou uma receita líquida de R$ 11,067 bilhões, o que representa uma pequena redução de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2023. A companhia explicou que esse resultado foi impulsionado, sobretudo, pelo bom desempenho do setor siderúrgico, que apresentou uma sólida atividade comercial durante o período.
Longe de ser por acaso, a escolha por uma nova liderança da CSN reflete a reorganização das contas da companhia.
Benjamin Steinbruch deixa o comando executivo após 24 anos e assume a liderança do conselho de administração.
O negócio está travado por divergência entre o valor pedido pela empresa e as ofertas na mesa, disseram fontes sob sigilo à Reuters.
No acumulado dos primeiros seis meses, o prejuízo líquido da companhia alcançou R$ 1,3 bilhão.
A operação envolveu Notes existentes com juros de 6,750% ao ano e vencimento em 2028.
A companhia recebeu propostas vinculantes pelo negócio e agora vai analisar as propostas.
A siderúrgica prevê um prejuízo bilionário no primeiro semestre, além de um aumento da dívida.
A conclusão da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes.
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