Carbono Oculto: Operação mira novo esquema do PCC no setor de combustíveis

Durante a operação, foram cumpridos mandados judiciais em endereços ligados aos investigados.

Publicado em 28/05/2026 às 09:55h Publicado em 28/05/2026 às 09:55h por Elanny Vlaxio
Estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão (Imagem: Divulgação/Governo Federal)
Estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão (Imagem: Divulgação/Governo Federal)
A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira (28) a segunda fase da Operação Carbono Oculto, investigação que apura a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao setor de combustíveis. 
Desta vez, o foco das autoridades está em uma estrutura que utilizava fintechs e operações relacionadas à chamada “máfia da nafta” para ocultar recursos obtidos de forma ilícita. Estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em pessoas físicas e jurídicas de cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
De acordo com os investigadores, o grupo criminoso teria criado mecanismos financeiros para movimentar dinheiro sem levantar suspeitas, utilizando empresas e plataformas digitais como parte da estratégia de ocultação patrimonial. As apurações indicam que o esquema era empregado para mascarar a origem de recursos vinculados à facção criminosa.
A nova etapa da operação é resultado do aprofundamento das investigações realizadas em fases anteriores, que já haviam identificado suspeitas de fraudes fiscais e movimentações financeiras irregulares no mercado de combustíveis. Agora, as autoridades buscam rastrear o fluxo de dinheiro e identificar os responsáveis pela estrutura financeira investigada.
Segundo as informações divulgadas pelos órgãos, a investigação também mira operadores ligados ao comércio irregular de nafta, derivado de petróleo frequentemente associado a esquemas de sonegação e fraudes tributárias. Os investigadores suspeitam que empresas de fachada e contas controladas por terceiros eram usadas para dificultar o monitoramento das transações.
Durante a operação, foram cumpridos mandados judiciais em endereços ligados aos investigados. As autoridades também executaram medidas de bloqueio de bens e valores considerados relacionados ao esquema criminoso.