BTG Pactual desbanca Vale e vira a 3ª maior empresa da B3; veja ranking
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O BTG Pactual (BPAC11) confirmou na segunda-feira (13) a intenção de incorporar o Banco Pan (BPAN4), o que deve levar à saída da instituição da B3.
🏦 A operação era especulada pelo mercado há meses, devido ao aumento da participação societária e à chegada de executivos do BTG no Pan, inclusive do atual presidente do Pan, André Luiz Calabro.
O BTG já é dono de 76,9% do Banco Pan e agora pretende incorporar o restante das ações da instituição para ampliar as sinergias e reduzir os custos.
Com isso, o Banco Pan viraria uma subsidiária do banco de André Esteves e seus acionistas receberiam Units do BTG.
💲 A proposta do BTG é entregar 0,2128 units de sua emissão cada ação preferencial de emissão do Pan detida na data de fechamento da operação.
As ações ordinárias não entram na conta porque já são totalmente detidas pelo BTG.
De acordo com o BTG, essa relação de substituição apresenta um prêmio superior a 30% em relação ao atual preço de mercado da ação preferencial do Pan.
O papel era cotado a R$ 7,70 no fechamento de segunda-feira (13), enquanto as Units do BTG eram negociadas por R$ 47,31.
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Para avançar, essa proposta precisa ser aprovada pelos acionistas do BTG e do Banco Pan. Por isso, assembleias gerais de acionistas devem ser convocadas ao longo das próximas semanas para discutir o assunto.
Além disso, o BC (Banco Central) precisa aprovar o aumento do capital social do BTG, bem como eventuais ajustes no estatuto social dos bancos.
Ainda assim, a expectativa do BTG é concluir a incorporação do Pan ainda em 2025.
🔎 Ao propor a incorporação, o BTG destacou a existência de sinergias operacionais e estratégicas com o Pan.
"A Operação visa a consolidação, em uma única instituição financeira listada, de uma ampla e diversa gama de produtos para diferentes perfis de clientes, com consequente diversificação de portfólio, ganho de escala e eficiência, conferindo benefícios significantes para as Companhias e seus acionistas", afirmou.
Além disso, espera-se que a operação permita "a simplificação e a otimização da estrutura administrativa e societária do grupo econômico ao qual as Companhias pertencem, eliminando ou reduzindo custos redundantes, bem como aprimorando ou facilitando acesso ao capital necessário para o desenvolvimento de seus planos de negócios".
Em fato relevante, o Pan limitou-se a dizer que "realizará todas as análises e procedimentos necessários e adequados para avaliação da Operação".
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