Petrobras (PETR4) não pretende elevar participação na Braskem (BRKM5), diz CEO
Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.
As ações da Braskem (BRKM5) têm, nesta terça-feira (12), um de seus melhores dias em 2026. Os papéis avançam mais de 21% na B3, cotados acima de R$ 11,20 pela primeira vez em quase dois meses.
A performance se sustenta em uma nova recomendação de compra, recebida nesta manhã pelo JPMorgan. O banco de investimentos agora projeta um preço-alvo de R$ 15 para os papéis, o que equivale a uma potencial valorização de 35% em relação ao valor atual.
O novo posicionamento reflete a incorporação das expectativas da companhia para os próximos anos. Os analistas entendem que há novos padrões de governança, além de um possível Ebitda mais atraente para o negócio.
Leia mais: Vale (VALE3) atualiza projeções de Fluxo de Caixa e Ebitda; confira
“A Braskem está posicionada para um 2026 mais forte, à medida que desafios globais de mercado e restrições logísticas no Oriente Médio apertaram a oferta petroquímica e sustentaram a melhora das margens”, avalia o JP Morgan.
O banco também destaca que a companhia negocia muito abaixo do EV/Ebitda previsto para 2026 e também da média histórica de 5,2 vezes. Além disso, incentivos tributários devem fortalecer a competitividade para as próximas temporadas.
“Revisamos nossas estimativas para a Braskem para refletir spreads mais elevados, o que deve sustentar resultados financeiros significativamente mais fortes em comparação aos níveis pré-conflito -embora estoques de segurança e o excesso de capacidade da indústria tenham ajudado a mitigar os impactos no 1T26”, detalha o JPMorgan.
A Braskem vem passando por uma forte reestruturação, na tentativa de colocar as contas no eixo. Atualmente, a dívida da companhia é superior a R$ 50 bilhões, conforme última atualização, superando o patrimônio líquido do negócio. No mês passado, a empresa passou a ter um novo controlador -o fundo Shine, da IG4 Capital- que assumiu a responsabilidade no lugar da Novonor.
Recentemente, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, assumiu o comando do Conselho de Administração da petroquímica. O movimento foi uma maneira de aumentar a influência deste acionista nas decisões da companhia neste momento de grandes mudanças, passando a ter cinco cadeiras no board formado por nove membros.
A decisão do JPMorgan destoa da maior parte dos bancos de investimentos, que mantêm recomendação neutra para os papéis. Este é o caso da XP Investimentos e do Banco do Brasil, enquanto o Bradesco BBI reafirma recomendação de venda para os papéis.
Segundo Magda Chambriard, a estatal só vai injetar recursos na Braskem caso os outros acionistas da petroquímica façam o mesmo.
Shine I lançou oferta para comprar ações em circulação após assumir o controle da petroquímica
A OPA vai mirar todas as ações da Braskem que estão em circulação no mercado.
Banco cita endividamento, possibilidade de diluição dos acionistas e cenário desafiador para os spreads do setor.
A Justiça de São Paulo aprovou o pedido da petroquímica para renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas.
Defensoria Pública questiona atuação da empresa após afundamento de solo que atingiu cinco bairros.
Levantamento mostra impacto da recuperação extrajudicial sobre títulos de dívida da petroquímica.
Participação da petroquímica será redistribuída entre as demais empresas dos índices.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?