Braskem (BRKM5): Guerra puxa preços, mas não alivia pressão operacional no 1T26

Vendas e spreads de resinas reagiram em relação ao 4T25, mas estão abaixo dos níveis do 1T25.

Publicado em 06/05/2026 às 09:17h Publicado em 06/05/2026 às 09:17h por Marina Barbosa
Braskem divulgou a prévia operacional do 1T26 (Imagem: Shutterstock)
Braskem divulgou a prévia operacional do 1T26 (Imagem: Shutterstock)
A Braskem (BRKM5) começou o ano com vendas ainda fracas e sem conseguir captar todos os ganhos previstos diante da guerra no Oriente Médio. 
🏭 A petroquímica vendeu 782 mil toneladas de resina e 622 ⁠mil toneladas de principais químicos no Brasil no primeiro trimestre de 2026, de acordo com prévia operacional divulgada nessa terça-feira (5).
As vendas de resinas recuaram 3% em relação ao mesmo período do ano passado, pressionadas pela maior oferta de produtos importados no mercado brasileiro. 
Porém, subiram 5% em relação ao quarto trimestre de 2025, com o mercado tentando antecipar compras devido às incertezas trazidas pelo conflito no Oriente Médio e por uma redução das importações.
A normalização das operações na central petroquímica da Bahia, que havia parado para manutenção até janeiro, também ajudou, contribuindo também para a taxa de utilização da Braskem.
As vendas de produtos químicos seguiram a mesma tendência, recuando 2% no ano e subindo 5% no trimestre.

Spreads

A Braskem, no entanto, ainda não conseguiu captar todos os ganhos previstos para esse momento de incertezas.
No início da guerra, a petroquímica notou que os preços dos seus produtos haviam subido no mercado internacional, o que poderia lhe garantir uma melhora operacional.
💲 Porém, ao apresentar a prévia do primeiro trimestre nessa terça-feira (5), disse que os resultados "não foram impactos materialmente" por essa alta de preços.
Segundo o relatório, os preços praticados pela companhia até reagiram na comparação com o quarto trimestre de 2025, mas seguiram abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado.
Os spreads, que apontam para a diferença entre o preço de venda do produto final e o custo ​da matéria-prima, seguiram a mesma tendência no mercado de resinas doméstico, mas pioraram no caso dos principais químicos.
No caso das resinas, os spreads caíram 6% no ano e subiram 16% no trimestre. Já o spread dos principais químicos afundou 12% ano e 4% no trimestre.

O que diz a Braskem?

Diante disso, a Braskem diz que segue atenta aos potenciais impactos da guerra sobre a condução de suas operações. 
Porém, reforçou que o conflito tem gerado volatilidade nos preços de petróleo, gás natural e insumos petroquímicos, impactando os preços internacionais de resinas e produtos químicos vendidos pela companhia e gerando incertezas quanto a eventuais restrições logísticas, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
Mais detalhes sobre os planos da Braskem diante desse cenário devem ser apresentados junto com o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2026, previsto para a próxima terça-feira (12).
Na ocasião, a petroquímica ainda pode detalhar o acordo de acionistas que levou à mudança do seu controle, com a IG4 Capital assumindo a participação da Novonor na Braskem e cedendo a presidência do Conselho de Administração da petroquímica para a Petrobras (PETR4).

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