Mesmo com lucro em alta, Bradesco sofre na bolsa nesta quinta (7)
Analistas veem pressão sobre inadimplência e custo do risco.
O Bradesco (BBDC4) deve lucrar menos do que o esperado inicialmente neste ano de 2025, devido ao cenário econômico desafiador. A avaliação é do Itaú BBA, que, por isso, rebaixou a recomendação para o banco.
📉 O Itaú BBA cortou a recomendação para o Bradesco de compra para market-perform, o equivalente a neutro. O preço-alvo da ação é de R$ 14, o que representa um potencial de alta de 25% em relação ao último fechamento.
Em relatório, os analistas do Itaú BBA dizem que os próximos resultados do Bradesco "provavelmente serão OK", graças à contenção das despesas de provisão e aos fortes resultados de seguros.
Contudo, veem menos espaço de crescimento para 2025 e dizem que as "estimativas reduzidas para o ano fiscal de 25 são as razões por trás do rebaixamento".
💲 A expectativa do Itaú BBA é de que o Bradesco apresente um lucro de R$ 5,5 bilhões no quarto trimestre de 2024, com um ROE (retorno sobre o patrimônio) de 13%. Com isso, o banco deve fechar o ano passado com um lucro de R$ 19,6 bilhões.
Já para este ano de 2025, a previsão é de um lucro de R$ 21,5 bilhões. A projeção é 9% menor do que os R$ 23,7 bilhões previstos anteriormente.
Os analistas do Itaú BBA também cortaram para 7% a previsão de crescimento da margem financeira líquida do Bradesco em 2025. Além disso, veem um custo de risco maior à medida que 2025 avança e uma alta mais acelerada das despesas bancárias.
Para o ROE, a previsão é de um resultado "decente de 13%, mas não o suficiente para justificar uma reclassificação relevante".
"A ação mantém valor, especialmente considerando o lucrativo negócio de seguros, e a administração está fazendo muitas coisas certas. No entanto, a recuperação mais lenta dos lucros e a crescente incerteza provavelmente manterão os múltiplos deprimidos por mais tempo", avalia o Itaú BBA.
🏦 Apesar do rebaixamento das ações, as projeções do Itaú BBA ainda indicam uma alta anual de 10% do lucro do Bradesco em 2025. Além disso, os analistas avaliam que o cenário macroeconômico desafiador deve afetar o setor bancário como um todo.
Segundo o Itaú BBA, os juros e a inflação elevada "aumentam os obstáculos ao crédito, o que tende a reduzir o apetite de concessão". Por isso, é possível que os grandes bancos brasileiros trabalhem com a hipótese de margens estáveis e de um crescimento mais moderado da carteira de crédito em 2025.
As projeções de cada banco para este ano devem ser apresentadas junto com os resultados do quarto trimestre de 2024, no início de fevereiro.
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A empresa divulga seus resultados do 1º trimestre de 2026 nesta quarta-feira (6).
Com a conclusão da operação, Rodrigo Freire assume de forma efetiva o cargo de CEO da gestora independente.
O valor aprovado pelo banco equivale a 15,7x o provento mensal atual do banco, com pagamento previsto até outubro.
A semana ainda trouxe propostas de mais proventos e novos programas de recompra de ações.
Um dos maiores bancos privados do Brasil pagará juros ao capital próprio (JCP) aos acionistas elegíveis.
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