ETFs de Bitcoin ficam no azul e abrem espaço para rali de curto prazo
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
💲 O Bitcoin (BTC) registrou seu maior ganho diário em quase dois meses após uma tentativa de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump, conhecido por seu apoio ao setor de criptomoedas.
No último sábado (13), durante um comício na Pensilvânia, Trump foi alvo de um ataque a tiros. Um dos disparos atingiu sua orelha direita, gerando repercussões no mercado financeiro, especialmente no setor de criptomoedas.
Na madrugada desta segunda-feira (15), o Bitcoin subiu 5%, atingindo US$ 63.108, o maior aumento em 24 horas desde 20 de maio, de acordo com dados da Bloomberg. Contudo, por volta das 8h, a criptomoeda recuou levemente, sendo negociada a US$ 62.779.
Além do Bitcoin, outras criptomoedas também apresentaram alta. O CoinDesk Market Index (CMI), que mede o desempenho ponderado pela capitalização de mercado dos tokens, subiu 4%.
Benjamin Celermajer, diretor de investimentos da Magnet Capital, comentou à Bloomberg que a postura pró-cripto do Partido Republicano e a possibilidade de Trump retornar à presidência são fatores que impulsionam os mercados de criptomoedas.
Geoffrey Kendrick, chefe de pesquisa de forex e ativos digitais do Standard Chartered, afirmou no mês passado que o BTC poderia chegar a US$ 100 mil este ano se Trump vencer as eleições.
🗣️ "O governo de Joe Biden mostrou algum pragmatismo ao aprovar os ETFs de Ethereum (ETH), mas depois vetou esforços para revogar o SAB 121, dificultando parcerias entre instituições financeiras e empresas do setor cripto. Trump ainda é visto como mais favorável ao setor do que Biden", explicou Kendrick.
O setor cripto tem buscado apoiar candidatos favoráveis aos ativos digitais, inclusive com grandes doações, visando resistir à repressão regulatória liderada pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).
Em 2021, Trump afirmou à Fox Business que investir em criptoativos era um "potencial desastre esperando para acontecer".
No entanto, recentemente, ele mudou de opinião e começou a se aproximar da indústria de moedas digitais, lançando seu próprio token e se tornando a celebridade do X com maior fortuna em criptoativos.
Os organizadores de uma conferência sobre Bitcoin, que ocorrerá no Tennessee em 27 de julho, anunciaram no X (antigo Twitter) que Trump deve participar do evento, mesmo após o atentado.
Em junho, Trump se reuniu com mineradores de BTC e destacou a importância da mineração como "nossa última linha de defesa contra uma moeda digital controlada por banco central (CBDC)".
📉 Ele também expressou desejo de que todas as unidades de BTC sejam mineradas nos EUA.
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
Filhos do presidente Donald Trump são acionistas relevantes na American Bitcoin, que precisou de grupamento de ações.
A criptomoeda opera em queda nesta segunda-feira (13), negociado na casa dos US$ 62.500, pressionado pela aversão global ao risco.
O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.
Segundo a Glassnode, a queda da criptomoeda reflete a realização de perdas e a baixa demanda institucional, com resgates em ETFs.
No domingo (21), Saylor postou no X o monitor de BTC da MicroStrategy indicando novas compras para o início da semana.
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