Raízen aprova capitalização de R$ 39,8 bi e vai se dividir em duas empresas
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
💲 A Raízen (RAIZ4) comunicou nesta terça-feira (15), que o Banco Central da Noruega, por meio do fundo Norges Bank Investment Management, reduziu sua participação acionária para 4,997% do capital da companhia.
Com a movimentação, o fundo passa a deter 67.900.514 ações ordinárias da empresa.
A redução leva a posição do investidor estrangeiro para abaixo do limite de 5% que exige divulgação obrigatória à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A saída parcial do Norges Bank acontece em um momento de reestruturação estratégica da Raízen, que busca reduzir alavancagem e concentrar esforços em operações com maior retorno de capital.
A companhia passa por uma reavaliação interna de portfólio, com foco em melhorar a geração de caixa.
Há um mês, o banco Safra reduziu o preço-alvo das ações RAIZ4 de R$ 5,60 para R$ 2,90, mas manteve recomendação de compra, com potencial de valorização de cerca de 70%.
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Segundo o relatório do Safra, a nova fase da companhia, impulsionada por mudanças na gestão e na alocação de capital, tende a refletir em melhora da percepção de risco, redução do endividamento e maior eficiência operacional.
A expectativa é que, com maior disciplina financeira e foco em ativos estratégicos, a Raízen recupere margens e recupere espaço no mercado.
📊 A companhia atua nos segmentos de energia renovável, distribuição de combustíveis e bioenergia, sendo considerada uma das líderes na produção de etanol de segunda geração no Brasil.
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
O fundo Mubadala e a FS avaliaram comprar créditos de credores da Raízen, em meio a uma reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas.
A Raízen e suas controladas fecharam uma transação de R$ 22,4 bilhões com PGFN e Receita Federal.
Com 71,3 milhões de ações preferenciais, a gestora SPX passou a deter 5,25% das ações emitidas da companhia.
O aumento de capital integra o plano de recuperação extrajudicial e prevê novos tickers na B3.
A proposta prevê a emissão de ao menos 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais.
Nesta segunda (19), a CVM aprovou a conversão do registro da Raízen Energia para a categoria A, etapa da recuperação extrajudicial.
A produtora de açúcar e etanol, bancada pelos acionistas majoritários Cosan (CSAN3) e Shell, atravessa reorganização societária.
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