Allos (ALOS3) vende fatias de sete shoppings para FII da Kinea

A Allos negociou participações em sete shoppings com o Kinea Allos Malls FII, com cap rate médio de 9,5% sobre o NOI de 2025.

Publicado em 23/10/2026 às 16:43h Publicado em 23/10/2026 às 16:43h por Matheus Silva
A empresa pretende ficar com até 24% das cotas do próprio KAML11 (Imagem: Shutterstock)
A empresa pretende ficar com até 24% das cotas do próprio KAML11 (Imagem: Shutterstock)
💰 A Allos (ALOS3) assinou compromissos de compra e venda para negociar participações em sete shopping centers de seu portfólio com o Kinea Allos Malls FII (KAML11). 
A operação prevê um cap rate médio de aproximadamente 9,5%, calculado com base no NOI (resultado operacional líquido) dos empreendimentos em 2025.
O cap rate é o indicador que mede a relação entre o resultado gerado por um imóvel e o valor pago por ele. Quanto maior, mais atrativo tende a ser o retorno inicial da aquisição.
O negócio envolve fatias de diferentes tamanhos em ativos como Shopping Metrô Santa Cruz, Caxias Shopping, Bangu Shopping, Shopping Parangaba, Plaza Sul Shopping, Shopping Villa Lobos e Shopping Tamboré.

Operação depende de captação mínima de R$ 600 milhões

O percentual efetivamente vendido de cada empreendimento não está definido. Ele dependerá do volume captado pelo fundo imobiliário em sua primeira oferta pública de cotas.
Para que a transação se concretize, o KAML11 precisa captar ao menos R$ 600 milhões. A oferta começou em 22 de outubro de 2026 e pode chegar a R$ 1 bilhão, caso seja distribuído o montante máximo previsto.
O pagamento à Allos foi estruturado em duas etapas. Do valor total, 80% serão desembolsados à vista, após o encerramento da oferta, enquanto os 20% restantes serão pagos em três parcelas iguais, com vencimentos em 24, 36 e 48 meses.
A companhia também pretende manter participação de até 24% no próprio fundo, percentual que dependerá dos procedimentos de alocação e de eventual rateio da oferta. 
Os acionistas da Allos que detinham ações no fechamento do mercado de 22 de outubro terão alocação prioritária na emissão, conforme as condições previstas no prospecto definitivo.

Allos vai de consultora a cogestora do fundo

A estrutura do negócio prevê uma evolução no papel da companhia dentro do KAML11. Inicialmente, uma subsidiária da Allos atuará como consultora imobiliária do fundo. 
Depois de obter habilitação para exercer a atividade de gestão, a empresa passará a atuar como cogestora, ao lado da Kinea.
Além disso, a Allos continuará responsável pela administração dos shopping centers e poderá manter participação direta em parte dos empreendimentos.

Acordo prevê preferência em novas aquisições

O compromisso também estabelece regras para o futuro da parceria. O KAML11 terá preferência para apresentar uma primeira oferta por participações em shopping centers do portfólio da Allos e poderá participar, em conjunto com a companhia ou com a Kinea, de novas aquisições de ativos do segmento.
As duas empresas ainda estarão sujeitas a obrigações de não competição relacionadas à gestão e à consultoria de fundos imobiliários de shopping centers.

Parceria cria nova vertical de receitas recorrentes

Para a Allos, a operação vai além da venda de ativos. Segundo a companhia, a parceria cria uma nova vertical de negócios, com atuação exclusiva na cogestão de fundos imobiliários de shopping centers.
💲 A expectativa é ampliar as receitas recorrentes provenientes da gestão de ativos e fundos, além de abrir espaço para a reorganização do portfólio e para futuras aquisições conjuntas com a Kinea.

ALOS3

ALLOS
Cotação

R$ 35,24

Variação (12M)

60,56 % Logo ALLOS

Margem Líquida

32,27 %

DY

10.07%

P/L

19,01

P/VP

1,38