Agenda semanal: sabatina para o Fed e guerra no Irã agitam mercados; Brasil tem feriado

Mercado interno calibra apostas para a Selic, que deve ser alterada na próxima semana.

Publicado em 20/04/2026 às 06:00h Publicado em 20/04/2026 às 06:00h por Wesley Santana
Feriado de Tiradentes paralisa negociações da bolsa na terça (Imagem: Shutterstock)
Feriado de Tiradentes paralisa negociações da bolsa na terça (Imagem: Shutterstock)

Depois de um acordo costurado no Irã, o mercado pensou que a reta final de abril seria um pouco mais tranquila. No entanto, durante o último fim de semana, a situação mudou, depois que os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, e o Irã anunciou que estava fechando a passagem marítima novamente.

Durante essa semana, os mercados devem estar atentos aos desdobramentos do conflito, que pode entrar no segundo mês. O preço do petróleo, pontuação das bolsas de valores e cotação das empresas de petróleo estarão no radar dos investidores durante os próximos dias.

No Brasil, a semana promete ser um pouco mais calma, já que nesta terça-feira (21) é feriado de Tiradentes. Neste dia não haverá expediente na bolsa de valores, que volta a funcionar normalmente na quarta (22), conforme calendário publicado.

No entanto, ainda na segunda (20) pela manhã sai o Boletim Focus, que deve mostrar qual a expectativa do mercado para os principais indicadores da economia. Com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) se aproximando -marcada para os dias 28 e 29 de abril-, os analistas já estão calibrando suas apostas para o movimento dos juros.

Nos Estados Unidos, a semana traz dados de desemprego, vendas no varejo, estoque de petróleo e a expectativa para a inflação de abril. Na quinta-feira (23), durante a tarde, o Banco Central deve realizar um leilão de títulos públicos.

Por lá, a sabatina do novo presidente do Federal Reserve é o que vai ditar o rumo dos mercados. Indicado por Donald Trump, Kevin Warsh deve ir ao Senado no dia 21 para falar aos membros do Comitê Bancário.

Já na Europa, os dias também prometem ser agitados, trazendo índices importantes que mostram o movimento da economia. Em países como Alemanha, Reino Unido e França, o mercado ficará sabendo sobre a balança comercial, confiança do consumidor, sentimento empresarial e outros itens fundamentais para as decisões monetárias.

Desde a semana passada, o continente impôs novas regras para a entrada de brasileiros e viajantes de outros países sem necessidade de visto. Antes de embarcar, é necessário fazer um cadastro prévio gratuito, conforme nota enviada às embaixadas.

Bolsas no foco

O foco ainda estará no movimento das bolsas de valores, que podem reagir de diferentes maneiras à situação no Oriente Médio. O Ibovespa (IBOV) terminou a semana passada com baixa de 0,8%, aos 195,7 mil pontos, depois de atingir sua máxima histórica de 199 mil pontos.

A expectativa agora é saber se o indicador vai alcançar a faixa dos 200 mil pontos pela primeira vez na história, o que é esperado por muita gente. Já há analistas, inclusive, que projetam o índice em 250 mil pontos, conforme destacou reportagem do i10.

O dólar também pode continuar fazendo as alegrias dos brasileiros, que já o negociam abaixo dos R$ 5. Na última sexta, a moeda norte-americana chegou a operar na casa de R$ 4,96, o menor patamar em mais de dois anos.