Americanas (AMER3) consegue autorização para vender imóveis no Rio por R$ 130 milhões
A proposta de maior valor envolve um imóvel no bairro de Laranjeiras.
As ações da Americanas (AMER3) derreteram 28,57% e terminaram esta segunda-feira (19) negociadas por apenas R$ 0,10 na bolsa brasileira.
📉 Este é o menor valor de fechamento da história do papel. Mas, na mínima do dia, as ações chegaram a tocar nos R$ 0,09.
O movimento vai na contramão do mercado brasileiro, que vem batendo recordes positivos nos últimos dias. E se deve à situação financeira da varejista, que ainda sofre os efeitos das fraudes contábeis que a colocaram em recuperação judicial em 2023.
A Americanas teve um prejuízo líquido de R$ 2,27 bilhões em 2023 e amargou outro rombo de R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre de 2024. Por isso, na última quinta-feira (15), decidiu descontinuar a divulgação do seu guidance para reavaliar "expectativa de desempenho futuro".
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O primeiro dado "futuro" no entanto, não mostrou uma melhora de cenário. A varejista viu seu caixa diminuir 60% no mês passado, passando de R$ 2,9 bilhões em junho para R$ 1,2 bilhão em julho.
Dados publicados nesta segunda-feira (19) ainda mostram que a dívida da Americanas voltou a subir em julho, alcançando R$ 24,9 bilhões ou US$ 1,068 bilhão.
A companhia tem trabalhado nas propostas aprovadas no plano de recuperação judicial, como o aumento de capital, para tentar melhorar as contas. Ainda assim, já acumula uma queda de 89% na bolsa neste ano.
Por isso, a Americanas vai agrupar as suas ações na próxima segunda-feira (26), na proporção de 100 para 1, para elevar a cotação do papel e, assim, deixar de uma ser penny stock.
A B3 impõe limites para as chamas penny stocks, ações negociadas por centavos, por causa da alta volatilidade desses papeis.
Nesta segunda-feira (19), por exemplo, o baque de 28,57% das Americanas representou uma redução nominal de R$ 0,04 no valor da ação.
A proposta de maior valor envolve um imóvel no bairro de Laranjeiras.
A varejista recebeu R$ 1,875 milhão pela venda de mais uma loja da Hortifruti Natural da Terra e chegou à 5ª de 10 unidades do contrato.
O objetivo é levantar ao menos R$ 129,9 milhões com a venda de 3 imóveis no Rio de Janeiro.
Expectativa é que acordo gere mais informações sobre esquema que provocou rombo bilionário.
A transação engloba a venda integral das operações de dez unidades deficitárias localizadas no estado de São Paulo.
Varejista divulgou balanço do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (12).
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