VIX, o índice do medo, bate recorde antes do 1º turno das eleições

Indicador que mede a expectativa de volatilidade do Ibovespa chegou a 32,39 pontos na quinta-feira.

Publicado em 02/10/2026 às 09:35h Publicado em 02/10/2026 às 09:35h por Wesley Santana
Essa é a primeira vez que VXBR é testado em uma eleição presidencial (Imagem: Shutterstock)
Essa é a primeira vez que VXBR é testado em uma eleição presidencial (Imagem: Shutterstock)

O índice VIX, conhecido como termômetro do medo, bateu nesta quinta-feira (1º) seu recorde histórico. Os investidores reagem ao primeiro turno das eleições gerais, marcado para o próximo domingo, dia 4 de outubro.

Nesta sexta, o indicador opera acima dos 32 pontos, com alta de 2,3% nas últimas 24 horas. O índice fechou o pregão de quinta-feira aos 32,39 pontos, maior nível desde sua criação, mostram dados históricos disponibilizados pela B3.

O indicador vem ganhando força nas últimas semanas com a proximidade das eleições. O pleito ainda não está totalmente decidido, conforme mostram as pesquisas eleitorais divulgadas ao longo desta semana.

O VIX serve como um mapa do sentimento do mercado em relação ao mercado brasileiro. Quanto mais alto, maior a aversão ao risco.

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Nos últimos três meses, o indicador apresentou uma forte variação de 70%. Com isso, saiu da casa dos 16 pontos para o patamar atual, mostram dados da bolsa.

O índice foi lançado em 2024 em uma parceria da B3 com a S&P, usando como referência o produto que já é negociado nos Estados Unidos. Para chegar ao cálculo final, são consideradas as variações de derivativos negociados na bolsa local, oferecendo uma visão de 30 dias.

Essa é, portanto, a primeira vez que o indicador é testado durante uma eleição presidencial, que tende a ser bastante polarizada no país. A B3 planeja lançar um ETF exposto ao VXBR, mas ainda não há um produto como esse disponível no balcão.

Ibovespa no sentido oposto

O VIX no nível máximo histórico não significa necessariamente uma queda do Ibovespa (IBOV), já que o principal indicador da bolsa de valores vem apresentando variação positiva nas últimas semanas. No acumulado de setembro, por exemplo, cresceu mais de 5%, fechando o mês acima dos 185 mil pontos.

E o movimento de alta continuou no primeiro pregão de outubro, quando o IBOV cresceu 0,46%, conforme dados da B3. Com isso, voltou a ser negociado no patamar de 187 mil pontos, depois de algumas semanas.

É preciso destacar, porém, que parte dessa variação está relacionada ao mercado global, sobretudo ao preço do petróleo. No entanto, mesmo as ações que estão fora deste contexto ganharam destaque, como é o caso da Magazine Luiza (MGLU3), que ganhou mais de 60% em um mês.