Suzano (SUZB3) conclui joint venture com Kimberly-Clark e ações sobem na B3
Empresa finaliza aquisição de 51% da operação de tissue por US$ 1,3 bilhão e mercado reage positivamente.
📊 A Suzano (SUZB3), maior produtora mundial de celulose, está intensificando seus esforços para ampliar sua presença no mercado internacional de papel, enquanto continua a expandir a produção no Brasil.
Marcelo Bacci, vice-presidente executivo financeiro da companhia, compartilhou essa estratégia com a Reuters, destacando a disciplina financeira da empresa.
Bacci enfatizou que a expansão internacional não ocorrerá a qualquer custo. "Estamos em busca de boas aquisições, mas seremos disciplinados em relação aos preços, pois não podemos cometer erros", afirmou.
Recentemente, a Suzano esteve em negociações para adquirir a International Paper, sediada nos Estados Unidos, em uma transação que poderia atingir US$ 15 bilhões.
No entanto, as conversas não avançaram, já que a IP decidiu negociar com a concorrente britânica DS Smith.
"As negociações terminaram e não vejo possibilidade de retomá-las agora", disse Bacci. Mesmo assim, a Suzano continua atenta a novas oportunidades de negócios tanto no Brasil quanto no exterior, visando avançar na cadeia de valor.
A companhia inaugurou recentemente o Projeto Cerrado, a maior fábrica de celulose de linha única do mundo, com capacidade de produção anual de até 2,55 milhões de toneladas.
Esse aumento representa um acréscimo de mais de 20% na capacidade total da Suzano, que agora chega a 13,5 milhões de toneladas anuais.
💲 Além disso, a Suzano adquiriu duas fábricas da Pactiv Evergreen nos EUA por US$ 110 milhões, ampliando sua capacidade de produção de papelão.
Analistas do BTG Pactual veem essas aquisições menores como uma estratégia eficaz para expandir a presença internacional da Suzano sem comprometer o capital excessivamente.
"Depois do fracasso nas negociações com a IP, acreditamos que essas pequenas transações podem tranquilizar os investidores sobre a alocação de capital", escreveram em nota.
Este ano, a Suzano também adquiriu uma participação minoritária na Lenzing, fornecedora austríaca para a indústria têxtil. Embora focada em finalizar esses negócios recentes, a empresa continua buscando novas oportunidades globais, sem preferência regional específica.
"Estamos procurando negócios que se alinhem à nossa estratégia", afirmou Bacci.
Completando 100 anos de fundação este ano, a Suzano, além de líder mundial em celulose, é uma das maiores fabricantes de papel da América Latina.
Empresa finaliza aquisição de 51% da operação de tissue por US$ 1,3 bilhão e mercado reage positivamente.
A aquisição foi realizada por meio da subsidiária Suzano International Holding.
Na avaliação do banco, as ações da empresa seguem sendo negociadas a múltiplos descontados e com baixa presença nas carteiras dos investidores.
A operação prevê que a Suzano detenha 51% de participação no novo negócio.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,58 bilhões, retração de 6% em base anual.
A companhia aprovou a distribuição de R$ 5,6 milhões em dividendos adicionais de 2025, a R$ 0,0045 por ação.
O lucro das empresas listadas subiu 17,8% em 2025, puxado pelos grandes nomes da Bolsa.
Atualmente, a empresa se restringe à produção de papel & celulose, com amplo plantel de florestas.
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