Raízen (RAIZ4) nomeia Felix Faber como vice-presidente do conselho
Faber acumula mais de 26 anos de experiência no setor de energia.
🚨 Em relatório divulgado nesta terça-feira (29), o BTG Pactual (BPAC11) revisou para baixo o preço-alvo da ação da Raízen (RAIZ4), passando de R$ 3,50 para R$ 3,00, refletindo os impactos da atual reestruturação e uma projeção de prejuízo líquido de R$ 4,2 bilhões para o exercício de 2025.
Apesar do corte na estimativa, a recomendação do banco para os papéis segue como compra, com expectativa de valorização no longo prazo, sobretudo após 2027.
A Raízen já arrecadou cerca de R$ 3 bilhões com a venda de ativos considerados não estratégicos, incluindo três usinas, como parte do processo de enxugamento da estrutura operacional.
A mudança representa uma guinada em relação aos últimos anos, marcados por investimentos agressivos voltados ao crescimento acelerado.
Agora, a prioridade é geração de caixa e aumento da eficiência — um novo ciclo, que segundo o BTG, pode abrir espaço para destravar valor nos próximos anos.
A companhia ainda opera com unidades de baixa rentabilidade, que podem ser descontinuadas ou redirecionadas em breve.
No setor de distribuição de combustíveis, historicamente o principal motor da Raízen, analistas alertam para a perda de competitividade.
A empresa teria relaxado sua tradicional disciplina comercial ao priorizar projetos ligados a serviços e operações de trading, o que resultou em queda de participação de mercado e menor retorno sobre o capital.
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Essa alteração de foco gerou preocupações sobre a execução operacional no principal negócio da empresa. Para o BTG, retomar o desempenho sólido nesse segmento será essencial para uma recuperação sustentável.
A expectativa do banco é de que os efeitos da reestruturação ainda levem tempo para se refletir nos resultados.
A projeção mais otimista aponta para recuperação relevante a partir de 2027, quando a nova estrutura operacional e estratégica da companhia poderá começar a entregar retorno mais consistente aos acionistas.
📈 Enquanto isso, investidores devem acompanhar com atenção os próximos passos da companhia, que passa por um processo complexo, mas necessário, de realinhamento de prioridades.
Faber acumula mais de 26 anos de experiência no setor de energia.
O negócio envolve a Usina Caarapó, que fica no Mato Grosso do Sul e moeu 3,5 milhões de toneladas na safra 24/25.
A empresa tem até 31 de março de 2027 para detalhar à bolsa como pretende reenquadrar suas ações acima do preço mínimo exigido.
O Norges Bank passou a administrar 60.681.900 ações preferenciais da Raízen.
A companhia teve prejuízo de R$ 7,3 bilhões no 4T da safra 2025/26, agravando a perda de R$ 2,5 bilhões registrada no mesmo período anterior.
O apoio à reestruturação subiu para 80,15%, elevando as chances de homologação judicial.
A adesão foi alcançada antes do prazo de 90 dias previsto na legislação.
A transação inclui a refinaria Dock Sud, localizada em Buenos Aires.
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