Possível novo ataque dos EUA faz petróleo disparar e Brent supera US$ 105

Mercado reage a relatos de que Casa Branca avalia novas opções militares contra o Irã.

Publicado em 08/10/2026 às 08:01h - Atualizado em 08/10/2026 às 08:17h Publicado em 08/10/2026 às 08:01h Atualizado em 08/10/2026 às 08:17h por Wesley Santana
Ataques poderiam ser feitos antes das eleições de meio mandato, marcadas para novembro (Imagem: Shutterstock)
Ataques poderiam ser feitos antes das eleições de meio mandato, marcadas para novembro (Imagem: Shutterstock)

Depois de algumas sessões em queda, o petróleo voltou a disparar na madrugada desta quinta-feira (8). O evento se relaciona a um possível novo ataque ao Irã que estaria sendo planejado pelos Estados Unidos.

Nas últimas 24 horas, o barril do tipo Brent acumula uma valorização de quase 5%, mostram os monitores de commodities. Com isso, o item é negociado acima dos US$ 105 novamente.

Outros tipos de petróleo também reagem ao posicionamento norte-americano, como é o caso do petróleo bruto. Neste caso, vai a US$ 92, com alta também de 5% no período.

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Para além dos impactos locais da guerra, a alta do petróleo volta a acender o alerta dos economistas para o movimento da inflação. Com o combustível em disparada, há menos motivos para que projetem uma queda nos preços gerais da economia.

Na quarta, a revista The Atlantic publicou uma reportagem na qual destaca que a Casa Branca teria pedido opções ao Pentágono para atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato. O pleito está marcado para o próximo dia 3 de novembro, quando os cidadãos vão às urnas trocar parte da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Atualmente, a inflação dos EUA está acima da meta de 2% ao ano. Por isso, na última reunião, o Fed (Federal Reserve) decidiu elevar a taxa básica de juros para o intervalo entre 3,75% e 4%.

Petróleo iraniana no fim

A imprensa internacional dá conta de que as reservas de petróleo do Irã para a venda já estão quase no fim. Isso porque parte da produção teve de ser reduzida pela metade, o que impacta diretamente as receitas do país persa. 

Para se ter ideia, a nação não exportou nenhum barril de petróleo ao longo do mês de setembro. E os recebimentos também caíram, já que muitos países deixaram de enviar barris por causa das sanções norte-americanas. 

Por outro lado, os estoques do material bruto estão alcançando níveis recordes. Estima-se que o Irã tenha cerca de 70 milhões de barris parados. 

No entanto, mesmo neste cenário, o governo iraniana aparenta não ter disposição para ceder. A principal demanda dos EUA é em relação às armas nucleares, que se tornaram questão de honra para o regime do Oriente Médio.