A composição do eventual governo
Flávio Bolsonaro (PL) já começou a ser discutida e pode levar a mudanças não apenas nos ministérios, mas também no comando de estatais como a
Petrobras (PETR4).
Três nomes já são cotados para substituir Magda Chambriard na presidência da Petrobras caso Flávio seja eleito, segundo o jornal "Valor Econômico": Décio Oddone, Adriano Pires e Eduardo Pazuello. Conheça:
Décio Oddone
Décio Oddone já atuou na Petrobras, chegando a liderar operações internacionais da estatal, como a da Petrobras Bolívia. Além disso, já substituiu Magda Chambriard em outro posto: no comando da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Mais recentemente, foi CEO da Enauta e conduziu a fusão da petroleira com a 3R Petroleum, que deu origem à
Brava Energia (BRAV3). Depois, assumiu o comando da nova empresa.
Na Brava, Oddone conduziu projetos que ajudaram a consolidar a empresa como uma das maiores petroleiras independentes do Brasil, como o desenvolvimento do campo de Atlanta e a recuperação da produção em Papa-Terra.
Oddone deixou a Brava em janeiro de 2026, em um processo de sucessão planejado pela empresa. E, desde então, vem atuando como consultor do setor de petróleo e energia.
Adriano Pires
Adriano Pires é sócio-fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), empresa que presta consultoria no setor de energia brasileiro.
Além disso, participa do desenho do programa de Flávio Bolsonaro para o setor e já vinha sendo cotado para assumir o Ministério de Minas e Energia em um eventual novo governo.
Pires tem criticado as políticas de subvenção aos combustíveis adotadas pelo governo
Lula (PT) durante a guerra no Oriente Médio, que classifica como uma ingerência política.
Diante desse entendimento, diz que a prioridade do novo governo deveria ser recuperar a autonomia da Petrobras, para que a empresa não seja usada em prol de interesses políticos.
Para isso, Pires já chegou a defender a privatização da Petrobras e recentemente disse estar disposto a discutir a capitalização da empresa, nos moldes da que foi feita com a Eletrobras (atual
Axia Energia) no governo de Jair Bolsonaro (PL).
O consultor já chegou a ser indicado para a presidência da Petrobras no governo de Jair Bolsonaro em 2022. Porém, abriu mão do cargo depois que o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União apontou o risco de conflito de interesses, dada a sua atuação no CBIE.
Eduardo Pazuello
Eduardo Pazuello é general de reserva, com experiência na área de logística militar.
Ele ficou conhecido nacionalmente ao ser nomeado ministro da Saúde pelo governo de Jair Bolsonaro em 2020, em meio à pandemia de covid-19. Depois disso, filiou-se ao PL e foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, em 2022.
Na Câmara dos Deputados, tem atuado em comissões e frentes parlamentares do setor de energia, óleo e gás. Ele é coordenador da Frente Parlamentar em Apoio ao Petróleo, Gás e Energia, que tem como objetivo o desenvolvimento do setor e a transição energética.
Ainda assim, é visto como uma indicação de caráter mais político para o comando da Petrobras.
O comando da Petrobras
Apesar de terem saído na frente na disputa pelo comando da Petrobras, esses nomes ainda não foram oficialmente confirmados pela campanha de Flávio Bolsonaro.
O "Valor Econômico" observou ainda que novos nomes podem surgir, na medida em que a campanha negocia a divisão de forças do eventual novo governo.
Vale lembrar que Jair Bolsonaro trocou o comando da Petrobras diversas vezes, por desentendimentos sobre a política de preços da estatal, em um momento de alta dos preços internacionais do
petróleo.
Foram ao menos quatro CEOs: Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna, José Mauro Coelho e Caio Paes de Andrade.
Já no atual governo Lula, a Petrobras teve dois CEOs: Jean Paul Prates e Magda Chambriard.
Magda assumiu o comando da estatal em 2024, com a missão de acelerar os investimentos em obras estratégicas para a estatal e a economia brasileira.
Nesse sentido, avançou com obras em refinarias, retomou a produção de fertilizantes e fez a encomenda de novos navios para a Petrobras. Em paralelo, tem avançado com projetos como a exploração de petróleo na Margem Equatorial.