Petrobras e Banco do Brasil serão privatizados? Eurasia aponta outro caminho

Consultoria não trabalha com a hipótese de venda integral das duas estatais no primeiro mandato e destaca possíveis alienações de ativos.

Publicado em 16/10/2026 às 07:40h - Atualizado em 16/10/2026 às 07:47h Publicado em 16/10/2026 às 07:40h Atualizado em 16/10/2026 às 07:47h por Wesley Santana
Petrobras é a empresa mais valiosa do país, com mais de R$ 800 bilhões em valuation (Imagem: Shutterstock)
Petrobras é a empresa mais valiosa do país, com mais de R$ 800 bilhões em valuation (Imagem: Shutterstock)

Um dos principais temas dessas eleições é a privatização de empresas estatais. Depois de vários processos organizados nos estados, muita gente acredita que chegou a hora de a União se desfazer de ativos importantes, como Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), em uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL).

No entanto, analistas da Eurasia Group, uma das principais consultorias do mundo, discordam desta ideia. Em entrevista ao Money Times, Silvio Cascione, diretor da empresa para o Brasil, destaca que não há dentro da companhia a hipótese de que esses ativos serão levados ao mercado no primeiro mandato de Flávio.

Ele entende que o possível seria a venda de áreas consideradas deficitárias para aumentar o valor de mercado tanto delas quanto das companhias. O objetivo do novo governo seria priorizar a geração de valor aos acionistas.

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“O banco [do Brasil] está sofrendo muito com a inadimplência elevada, ainda tem um tempo para poder filtrar tudo isso, mas depois poderá ter um horizonte para o acionista com um retorno maior”, explica Cascione.

Por isso, ele acredita que um governo de Flávio deve fazer, sim, algumas vendas, mas de participações específicas, além de fazer transações de separação de negócios, no modelo de spin-offs, ainda de acordo com a reportagem. “A ideia não seria vender as empresas, mas fazê-las valer mais”, resume.

Melhor e pior momento

Petrobras e o Banco do Brasil, as duas maiores estatais do país passam, respectivamente, por seu melhor e pior momento. Enquanto a petrolífera atinge o maior valor de mercado da história, o banco público tenta voltar a entregar boas variações aos acionistas. 

Nesta semana, a Petrobras atingiu a marca de R$ 800 bilhões em valor de mercado, com alta de 86% apenas em 2026. O feito está apoiado não só no valor do petróleo no mercado internacional, mas também nos últimos achados do pré-sal na Margem Equatorial. 

Já o BB está tentando esquecer a alta inadimplência do agro, que fez os últimos balanços entregarem um lucro bem aquém do normal. atualmente, o valuation da companhia é de R$ 136 bilhões, com alta de quase 10% no ano. 

PETR4

Petrobras
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