Petrobras (PETR4) perde R$ 2,8 bilhões em créditos tributários; entenda motivo
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não encontrou provas suficientes para favorecer a estatal.
🚨 O diretor financeiro da Petrobras (PETR4), Fernando Melgarejo, afirmou nesta sexta-feira (7), que a companhia não possui caixa excedente para distribuir dividendos extraordinários no momento.
Em entrevista coletiva, o executivo explicou que, no terceiro trimestre de 2025, o caixa da empresa apenas compensou a queda nos preços do petróleo Brent em relação ao ano anterior, mesmo com o aumento da produção.
“Para pagar dividendos extraordinários, é necessário ter caixa disponível e resultado. Neste trimestre, a queda no Brent foi compensada em volume, mas, na nossa avaliação, não há excedente suficiente para uma distribuição adicional. A chance de isso acontecer agora é muito baixa”, declarou Melgarejo.
A Petrobras enfrenta um cenário desafiador, com aumento dos investimentos e queda nos preços internacionais do petróleo. Apesar do lucro líquido de US$ 6,03 bilhões no 3T25, o caixa foi pressionado.
A dívida líquida da companhia subiu 33,5% no período, alcançando US$ 59 bilhões, enquanto o petróleo teve queda média de 13,9% no trimestre.
Durante a teleconferência de resultados, Melgarejo também reforçou que o teto de endividamento da empresa, atualmente em US$ 75 bilhões, será mantido.
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“Encerramos o trimestre próximos dos US$ 71 bilhões, com um caixa ainda robusto. Não há intenção de revisar a política de dividendos nem de alterar o limite de endividamento”, disse.
O plano estratégico atualizado da estatal será apresentado ao mercado no próximo dia 27 de novembro.
Na véspera, a Petrobras havia anunciado a distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,94 por ação ordinária e preferencial.
📊 A decisão segue a política de remuneração da empresa, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre, desde que a dívida bruta permaneça abaixo do limite de US$ 75 bilhões.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não encontrou provas suficientes para favorecer a estatal.
Pelo acordo, a Petrobras comprará 0,8 milhão de toneladas por ano de GNL.
O petróleo tipo Brent já flerta os US$ 106 por barril e favorece as petroleiras brasileiras.
O repasse contempla as operações realizadas pela estatal entre os dias 16 e 31 de julho de 2026.
A nova disparada do petróleo até ajudou a estatal, mas o clima de cautela dos investidores ditou o pregão.
O trato prevê a cooperação estratégica com a ENH, estatal de petróleo de Moçambique.
Os títulos envolvidos na operação têm vencimento previsto para 27 de janeiro de 2028.
O índice brasileiro volta a se aproximar da região dos 190 mil pontos, apesar de queda do petróleo.
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