Mesmo limitado, Tesouro Reserva vira queridinho da renda fixa

Novo título do Tesouro Direto perde apenas para o Tesouro Selic em volume negociado.

Publicado em 21/05/2026 às 11:27h Publicado em 21/05/2026 às 11:27h por Wesley Santana
Tesouro Reserva foi lançado no começo de maio para concorrer com CDBs (Imagem: Shutterstuck)
Tesouro Reserva foi lançado no começo de maio para concorrer com CDBs (Imagem: Shutterstuck)

Apenas 10 dias depois do seu lançamento, o Tesouro Reserva já mostrou a que veio. O produto virou o segundo mais negociado do Tesouro Direto, mostrando o apetite dos investidores pela renda fixa pós-fixada.

Segundo dados do Tesouro Nacional, desde 10 de maio, o Tesouro Reserva já captou R$ 586 milhões. O valor só ficou atrás do Tesouro Selic, que vendeu R$ 973 milhões ao longo dos últimos dias.

E isso aconteceu mesmo com o novo produto sendo limitado, já que funciona apenas para clientes do Banco do Brasil neste primeiro momento. No entanto, os analistas dizem que o fato de negociar a qualquer hora do dia o coloca em vantagem frente às outras opções do mercado.

Leia mais: Novo teto do MEI? Câmara aprova proposta de correção anual pela inflação

“Esse horário de funcionamento é revolucionário no mercado e exige um esforço extra das instituições”, afirma Felipe Paiva, diretor de Pessoas Físicas da B3. A empresa é responsável pela operacionalização da plataforma que negocia os títulos públicos.

Os investimentos do Tesouro Reserva vão desde R$ 1 e contam com liquidez imediata. Ou seja, o investidor não precisa esperar o vencimento daquele título para retirar seu valor e o rendimento dele.

Além disso, o produto está atrelado à taxa Selic, que hoje está fixada em 14,5% ao ano. Diante disso, surge como uma alternativa aos títulos bancários (CDBs), que contam com regras mais rígidas em alguns casos.

“A aplicação é prática: escolha o valor que quer guardar, finalize a operação e seu dinheiro começa a render no primeiro dia útil. As operações funcionam praticamente 24 horas por dia, 7 dias por semana*, inclusive à noite, fins de semana e feriados”, diz o Tesouro.

É importante destacar que as aplicações no Tesouro Reserva contam com cobrança do Imposto de Renda, em uma tabela fixa que vai de 15% a 27,5%, dependendo do prazo de retirada. Além disso, os saques realizados nos primeiros 30 dias pagam IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que pode zerar o rendimento.

Por último, diferente das aplicações em títulos privados, os títulos do Tesouro repassam 0,2% em taxa de custódia à B3. Há isenção, porém, para saldos de até R$ 10 mil, conforme informações da bolsa.