Grupo Toky (TOKY3), dono da Mobly e Tok&Stok, pede recuperação judicial em SP

Na última atualização, há dois anos, dívidas somavam mais de R$ 640 milhões.

Publicado em 12/05/2026 às 11:01h Publicado em 12/05/2026 às 11:01h por Wesley Santana
Mobly é um dos maiores ecommerces de móveis para residenciais do país (Imagem: Shutterstuck)
Mobly é um dos maiores ecommerces de móveis para residenciais do país (Imagem: Shutterstuck)

O que já era esperado por parte do mercado se confirmou na manhã desta terça-feira (12). O Grupo Toky (TOKY3), controlador de marcas como Tok&Stok e Mobly, entrou com um pedido de recuperação judicial na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo.

No comunicado divulgado ao mercado, a empresa destacou que o ambiente macroeconômico segue desafiador, especialmente para o setor de varejo de móveis. A taxa de juros estaria impactando o endividamento das famílias, que, consequentemente, diminuíram as compras consideradas menos essenciais.

“Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando”, afirmou em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Diante desse cenário, a empresa -que já não vive um bom momento na B3- decidiu que era o momento adequado para pedir proteção judicial contra suas dívidas.

“[A medida] exige a adoção urgente de medidas adicionais destinadas a preservar suas atividades, proteger sua liquidez e permitir a implementação de uma reestruturação ordenada de seu endividamento e de sua estrutura de capital”, destacou a companhia.

Ainda de acordo com o documento, a recuperação judicial tem como objetivo “resguardar a companhia e as suas controladas, viabilizar a continuidade de suas atividades, preservar os serviços por elas prestados, preservar seu valor e sua função social, bem como criar condições para a negociação e implementação de solução adequada para suas obrigações”.

Mas os problemas da Toky não começaram agora. Em 2024, a empresa entrou com um pedido de recuperação extrajudicial. Na ocasião, a companhia informou uma dívida acumulada de R$ 641 milhões.

A lista de credores não era extensa, mas os valores chamavam atenção para o porte da operação. Bradesco, Santander, Domus Tecnologia e FS Investments estavam entre os credores citados nos comunicados da época.

Na bolsa, a empresa integra o grupo das chamadas penny stocks, companhias cujas ações são negociadas abaixo de R$ 1. Nesta terça, os papéis eram negociados a R$ 0,24, com queda de 17%, levando o valor de mercado para apenas R$ 54 milhões, conforme dados da B3.

TOKY3

Grupo Toky
Cotação

R$ 0,29

Variação (12M)

-70,41 % Logo Grupo Toky

Margem Líquida

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-0,67

P/VP

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