CVM quase triplica stop orders em 2025 e aplica R$ 511,5 mi em multas

Em 2025, a CVM aplicou R$ 511,5 mi em multas, com 804 processos sancionadores em andamento até dezembro, segundo relatório anual.

Publicado em 09/04/2026 às 19:57h Publicado em 09/04/2026 às 19:57h por Matheus Silva
Os dados revelam intensificação da atividade fiscalizatória (Imagem: Shutterstock)
Os dados revelam intensificação da atividade fiscalizatória (Imagem: Shutterstock)
🚨 A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) publicou nesta quinta-feira (9) seu Relatório da Atividade Sancionadora referente ao quarto trimestre de 2025 e ao balanço anual. 
Os dados revelam intensificação da atividade fiscalizatória da autarquia em relação ao ano anterior, com crescimento expressivo nas principais métricas de fiscalização e sanção.
O indicador de maior destaque é o número de stop orders, ordens que determinam a interrupção imediata de operações irregulares no mercado de valores mobiliários. Em 2025, foram emitidas 37 ordens, ante 13 em 2024, quase o triplo do volume anterior. 
No mesmo período, os ofícios de alerta somaram 434, acima dos 388 de 2024, e 95 ofícios foram encaminhados aos Ministérios Públicos.

Multas somam R$ 511,5 mi e 42 acordos são aprovados

Dos 49 processos sancionadores julgados ao longo do ano, as multas aplicadas totalizaram R$ 511,5 milhões. A reguladora também aprovou 42 termos de compromisso com 64 proponentes, mecanismo que permite o encerramento de processos mediante o cumprimento de obrigações acordadas com a CVM.
O número de processos administrativos investigativos iniciados saltou de 59 em 2024 para 92 em 2025. Os PAS (Processos Administrativos Sancionadores) instaurados, que resultam em acusações formais, também avançaram de 76 para 95 no mesmo período. 
Até dezembro de 2025, 804 processos administrativos com potencial sancionador estavam em andamento nas oito áreas técnicas da autarquia que atuam em apurações e investigações.
📊 Entre as superintendências, a SEP (Superintendência de Relações com Empresas) liderou o número de ofícios emitidos, com 126, seguida pela SRE (Superintendência de Registro de Valores Mobiliários), com 118.