Copa do Mundo: Quanto rende o prêmio de R$ 253 milhões?

A final da Copa do Mundo será neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília).

Publicado em 19/07/2026 às 09:10h Publicado em 19/07/2026 às 09:10h por Elanny Vlaxio
O Tesouro IPCA+, por sua vez, elevaria o patrimônio para R$ 284.878.000 (Imagem: IA/Gemini)
O Tesouro IPCA+, por sua vez, elevaria o patrimônio para R$ 284.878.000 (Imagem: IA/Gemini)
A final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, disputada neste domingo (19), vale muito mais do que a taça. Além da taça, a seleção campeã receberá um prêmio de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 253 milhões na cotação atual. Mas, afinal, quanto esse valor pode render se for investido? 
Um levantamento feito por Matteo Garofalo, gestor e sócio da EWZ Capital, ao Investidor10, simulou quanto esse patrimônio poderia render em diferentes aplicações de renda fixa, considerando as taxas vigentes em 14 de julho de 2026. Os cálculos mostram que o maior retorno anual entre as alternativas analisadas seria obtido em um CDB que paga 110% do CDI
Nesse cenário, o patrimônio alcançaria R$ 292.392.100 após um ano, gerando rendimento de R$ 39.392.100. Já o Tesouro Selic e o Tesouro Prefixado, ambos com taxa anual de 14,25%, fariam o prêmio chegar a R$ 289.052.500, com ganho de R$ 36.052.500. 
O Tesouro IPCA+, por sua vez, elevaria o patrimônio para R$ 284.878.000, equivalente a rendimento de R$ 31.878.000. Na poupança, o valor chegaria a R$ 268.610.100 após um ano, com rendimento de R$ 15.610.100. A simulação considera as condições de mercado vigentes na data do levantamento, e os retornos podem variar conforme a evolução da Selic e do cenário econômico.

Rentabilidade é apenas parte da estratégia

Para Garofalo, a primeira decisão de quem recebe uma quantia dessa magnitude não deveria ser escolher onde investir. Segundo o especialista, "casos como esse, de um valor recebido de uma só vez, em moeda estrangeira, são os que mais exigem planejamento prévio, antes mesmo de pensar em qual ativo comprar, especialmente pensando em uma pessoa física."
Ele destaca ainda que o ambiente de juros elevados reduz a competitividade da caderneta de poupança frente às demais opções de renda fixa. Conforme explica, "os números da simulação mostram que, no cenário atual de juros elevados, a poupança perde competitividade frente às demais alternativas de renda fixa. Enquanto sua rentabilidade anual gira em torno de 6%, títulos públicos e CDBs atrelados ao CDI oferecem retornos significativamente superiores."
O gestor ressalta que, com a Selic acima de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança fica limitada a 0,5% ao mês acrescida da Taxa Referencial, atualmente entre 0,15% e 0,20% ao ano, o que explica a diferença de desempenho em relação ao Tesouro Selic, Tesouro IPCA+, Tesouro Prefixado e aos CDBs que remuneram acima do CDI.
Garofalo afirma que administrar um patrimônio de R$ 253 milhões vai muito além de comparar rentabilidades. Antes de definir uma carteira de investimentos, o ideal é estruturar um planejamento patrimonial, tributário e sucessório. 
Para ele, "quando falamos de um patrimônio da ordem de R$ 253 milhões, a análise vai muito além da comparação entre rentabilidades. O primeiro passo deveria ser estruturar um planejamento patrimonial, tributário e sucessório. Somente depois disso faz sentido definir a estratégia de investimentos."

Veja a simulação:

  • CDB 110% do CDI: patrimônio de R$ 292.392.100, com rendimento de R$ 39.392.100;
  • Tesouro Selic: patrimônio de R$ 289.052.500, com rendimento de R$ 36.052.500;
  • Tesouro Prefixado: patrimônio de R$ 289.052.500, com rendimento de R$ 36.052.500;
  • Tesouro IPCA+: patrimônio de R$ 284.878.000, com rendimento de R$ 31.878.000;
  • Poupança: patrimônio de R$ 268.610.100, com rendimento de R$ 15.610.100.